terça-feira, 3 de abril de 2012

I need you more than everything



Olaa! Eu não consegui acabar o capitulo ontem e hoje também não. A minha cabeça não está em Portugal e não estou a conseguir parar de pensar nas coisas que me trazem tristeza. A minha vida está mesmo de pernas para o ar. E não tenho conseguido abstrair-me para escrever...desculpem.
Aqui está a última parte da mini-história que já estava escrita.
Espero que gostem! 

Liis

(PARTE III)

Agarrei no volante com toda a força que tinha para não perder o controlo do carro enquanto pressionava com os dois pés o travão. A primeira pessoa que me veio á cabeça foi a minha irmã. Em questão de segundos, já estava praticamente em cima do outro carro, mas por milagre, o meu carro parou a milímetros de distancia do outro carro. Olhei de imediato para o meu lado esquerdo para perceber o estado da Anne. Ela estava pálida, em choque.

- Anne, fala comigo! – coloquei as minhas mãos sobre os ombros dela e abanei-a. Ela não reagia – Anne!

- Não chocamos! Milagre… - ela olhou para mim e sorriu – não aconteceu nada… - ela abraçou-me com toda a força e deu-me um beijo na cara – Ufa! – saí do carro e foi aí que o reconheci, era o carro do Louis. O Harry acabou por sair do carro juntamente com o Louis.

- Mas tu és maluco ou fazes-te? Queres-me matar e á minha irmã também? – uma fúria começou a percorreu todo o meu corpo e só me apetecia gritar

- O que quero é falar contigo! – ia-lhe responder mas o Harry afastou-me da porta do meu carro e pegou nas minhas chaves

- Anne, vamos dar uma volta no carro da tua irmã, pode ser? – fiquei estática a olhar para a lata do rapaz, aquilo não me estava a acontecer – Emma, importaste de ir com o Louis? É que os carros atrás de nós já estão a apitar, e sabes muito bem como é o trânsito em Londres. Caótico! – ainda não estava em mim com a conversa do Harry

- Por mim pode ser Harry! – respondeu a Anne. 

Agora é que o mundo tinha ruído todo em meu redor. O Louis chegou-se ao pé de mim a um passo apressado e agarrou-me na mão levando-me para dentro do carro dele. Estava realmente ainda em estado de choque perante a forma como me deixei ir para o carro dele. Arrancou com o carro e através do espelho pude vir que eles nos seguiam. Mas um pouco mais á frente, nós viramos para a esquerda mas eles não. Nem sequer abri a boca para perguntar para onde ir, estava a ficar cansada com tantas emoções num só dia. Encostei a cabeça ao vidro. De vez em quanto, quando alguma aragem passava pelo meu nariz, podia sentir o cheiro do perfume do Louis. Era o mesmo de há dois anos. Aquele que eu tanto gostava e que lhe tinha oferecido. Fechei os olhos e passado algum tempo ele parou o carro. Nem queria acreditar aonde ele me tinha levado. Saímos os dois do carro e eu sentei-me no chão a contemplar a magnifica paisagem enquanto as recordações voltavam para o presente.

***

- Confia em mim… - apenas sorri. Louis agarrou na minha mão e levou-me até ao carro dele num passo largo. Abriu-me a porta do carro e entrei. Virei-me de costas para ele e passado alguns segundos ele colocou uma venda nos meus olhos. Reposicionou-me no banco e colocou o cinto. Deixei de ouvir momentaneamente, apenas silêncio. Inesperadamente, algo foi ao encontro dos meus lábios. Algo macio e húmido que me preenchia por completo.

- Isso não vale! Não me podes beijar assim… - resmunguei na brincadeira – …não posso desviar!

- Por isso mesmo. Não quero que te desvies… - ele voltou a unir os nossos lábios apanhando-me novamente despercebida – gosto de te roubar beijos…muitos!

- Estou a ver estou! Eu é que não gosto lá muito disso… - continuei a não ouvir nada - mas então, vamos ou não?

- Já vamos! – desta vez ouvi a voz do meu lado direito, a porta do lado do condutor tinha-se aberto.

- Finalmente!

Ele pôs o carro a trabalhar e pusemo-nos a caminho para o sítio que ele escolhera para me levar. Odiava surpresas. Não gostava nada de andar ás escuras. Sentia-me perdida e quase sem chão. Passei todo o caminho a perguntar para onde é que ele me levava mas sem sucesso. Ele continuava a insistir que era surpresa e que por isso não podia dizer. Passado algum tempo, não sei quanto, finalmente, ele decidiu parar o carro.

- Posso tirar esta coisa horrível dos olhos? – perguntei esperançada que ele dissesse que sim

- Ainda não! – respondeu rapidamente saindo do carro batendo com alguma violência a porta para fechar

- Mas que raio andas tu a tramar? – já estava resignada a ter aquela coisa nos olhos – espero mesmo que seja uma coisa em grande senão fico desiludida! – disse na brincadeira – além disso, não sei se já reparaste mas isto vai-me estragar a maquilhagem toda dos olhos. Estive horas a arranjar-me! Depois diz que estou feia… - uma lufada de ar fresco foi contra o meu pescoço fazendo-me arrepiar. Os lábios dele foram ao encontro da minha pele sensível do pescoço provocando-me um espasmo em todo o corpo – estás a gostar é? – perguntei depois do ouvir sorrir por me estar a ver naquele estado

- Nem imaginas o quanto…e já agora, tu nunca ficas feia, és a rapariga mais perfeita deste mundo! – quando acabou a frase voltou a unir os nossos lábios mas desta vez, fê-lo prolongar por alguns minutos e só o quebrou quando o ar começou a faltar nos nossos corpos – anda! É melhor saíres do carro antes que te dê uma coisinha má de tanta ansiedade.

- Até que enfim! Aleluia! – ia tirar a venda mas ele não me deixou – então?

- Eu disse que ias sair do carro, não que poderias tirar a venda! – ele tirou o cinto e agarrou-me a mão – vira-te para este lado e prepara-te que eu vou pegar-te ao colo! – acabei por nem contestar, não valia a pena. Ele tirou-me de dentro de carro e pôs-me no chão um pouco mais á frente – não saias daqui!

- E para onde queres que vá oh espertinho? – ironizei – não vejo nada! – após alguns segundos ele voltou para junto de mim e agarrou-me por trás na cintura fazendo-me andar

- Agora tens que ter cuidado, o piso é um bocado irregular… - ele ia-me dando as indicações, se tinha que ir para a esquerda ou para a direita, ou se tinha que saltar para não pisar o que não devia! Ainda tivemos que andar um bom bocado e os meus pés já estavam a ficar cansados. Tinha sido má ideia ter calçado uns sapatos de salto alto – o que se passa? Estás bem? – perguntou assim que lhe pedi para parar

- Podias ter dito que vínhamos fazer uma caminhada sei lá por onde…tenho os meus pés a doer! – ao mesmo tempo que me inclinava e retirava do pé o maldito sapato – devo ter os pés em carne viva…

- Espera. Tive uma ideia!

- Uau! Pensaste? – disse com alguma ironia – vais-me tirar a venda?

- Não! Vou para a tua frente… - segui o seu movimento com as minhas mãos em cima dele até que ele se pós de joelhos á minha frente – podes saltar para as minhas costas! Mas tem cuidado…

- A sério?! – disse entusiasmada – que giro, vou saltar para as tuas costas!

- É, eu sei que o teu maior sonho era saltar para cima de mim!

- Olha-me este! Vê-la se não queres sentir toda a minha força…

- Estava a brincar pequenina! – agarrei-me aos ombros dele e dei uma leve impulsão no chão e saltei para cima das costas dele – vou-me levantar! Segura-te… - assim que se levantou devagar, coloquei as minhas pernas em redor da cintura dele e prendias para não cair. Ele começou a andar e aproveitei para o provocar um pouco para me vingar do que ele me tinha feito no carro. Dei um beijo ao de leve no pescoço dele juntamente com uma suave mordidela

- Au! Isso doí…

- É a paga por aquilo que me fizeste no carro! Ou pensavas que ia deixar passar em branco?

- Quando eu te puser no chão vais paga-las…

- Até já estou cheia de medo e tudo! – passados alguns minutos, finalmente, ele pôs-me no chão – já chegamos? Posso tirar isto?

- Sim, já chegamos! Mas sou eu que tiro…

Ele estava atrás de mim, começou a desfazer o nó que prendia a venda. Uma lufada de ar fresco foi contra os meus olhos. Abri-os devagar para não me assustar com o que pudesse encontrar. Assim que comecei a ver, fiquei completamente WOW. Estávamos numa floresta mas numa zona de descampado. Podia-se ver as estrelas na perfeição e a Lua estava cheia. Lindíssima! Ao lado de uma árvore, estava uma toalha enorme, uma parte com comida e outra com algumas almofadas e mantas. A rodear a toalha, estavam algumas velas. Fiquei completamente rendida á surpresa!

- Então, desiludida? – perguntou-me ao ouvido, arrepiando-me

- Não! Amei por completo Lou!  

Virei-me para ele e beijei-o. Tinha amado a surpresa e todo aquele caminho tinha valido mais do que apena. Depois de alguns minutos simplesmente a beijar-nos, fomo-nos sentar para jantar. Convínhamos que já estava com alguma fome, ou melhor, muita. Após comermos, deitamo-nos a observar as estrelas. O momento estava a ser mais que perfeito. Ele inclinou-se um pouco sobre mim e começou a beijar-me. As mãos dele começaram a percorrer a minha pele por debaixo da minha roupa e eu também fiz o mesmo. Nem sequer pensei duas vezes, era o que ambos desejávamos e rapidamente as roupas desapareceram transformando tudo na perfeição.

***

- As recordações que me custam mais não são aquelas que me entristecem mas sim aquelas felizes pois tenho a certeza que nunca mais vão acontecer… - fui a primeira a quebrar o silêncio, ele fitou-me percebendo exatamente o que estava a dizer

- Mas não tem que ser assim…

- Louis, tu sabes perfeitamente que é assim mesmo. Não há volta a dar…não podemos regressar ao passado nem remedia-lo! – estava a custar-me falar com ele mesmo á minha frente. Olha-lo nos olhos e dizer que ele não mexia comigo era impossível.

- Mas o que aconteceu foi um erro…

- É sempre um erro depois, mas na hora é sempre maravilhoso e perfeito!

- Acredita em mim – um arrepio enorme percorreu a minha espinha até aos pés. Não era aquele arrepio de frio, era muito diferente – Eu só fui ao bar porque o Paul me tinha pedido para ir ter com ele pois precisava de falar comigo. Quando lá cheguei, ele ainda não estava lá por isso fiquei á espera dele no balcão. Foi aí que apareceu a rapariga, eu não a conhecia de lado nenhum, foi ela que meteu conversa. Depois beijou-me mas eu não queria….

- Pois claro…

- Por favor, acredita em mim! Nem sabes como fiquei no dia seguinte quando me apercebi das fotos. Percorri o quarteirão e a escola toda á tua procura, queria-te explicar o que tinha acontecido. Liguei-te milhentas vezes mas tu não as atendeste nem uma única vez. Fiquei á porta de tua casa a noite inteira mas tu não voltaste…nunca mais voltaste – não sabia que ele tinha ficado á minha espera. De certa forma mexeu comigo, podia ver nos olhos dele que estava a ser sincero – procurei-te nos dias seguintes mas nada, nem a tua irmã dava sinais de vida. Tinhas desaparecido!

- Fui para casa dos meus tios…precisava de sair de lá e acabei por ficar em casa deles até agora. Foi por isso que nunca mais me viste… - ele não disse nada, por isso continuei – parece que a tua carreira está de vento em poupa! Muitos concertos, fãs, diversão…

- É. Não me posso queixar. Mas sabes uma coisa? Sabes qual foi uma das razões que me fez concorrer para o X-Factor? Foi uma das maneiras que arranjei para ver se te encontrava. Se tu me visses, se soubesses aonde eu estava, podias ir ter comigo! – aquelas revelações estavam a dar cabo de mim. Eu queria tanto poder voltar a confiar nele…mas há o medo, e esse não passa – e tu, o que andas a fazer?

- Estou a estudar representação…

- Eu sempre disse que tinhas jeito para representar! Adorava ver-te actuar no palco…brilhavas ainda mais!

- É. Eu também sempre te disse que tinhas uma boa voz. Era a única que me conseguia acalmar á noite, era a tua que me fazia parar de chorar…eu…

Aquela situação estava a deixar-me mesmo muito nervosa. Ele continuava a aproximar-se lentamente de mim. Já não conseguia esconder o quanto precisava dele. Sem estar á espera, ele começou a cantar uma das músicas dele, a More Than This. Fiquei completamente arrepiada e praticamente sem respiração.

- Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim… - disse ele no fim – Louis Tomlinson, prazer! – enquanto esticava o braço. Respirei fundo e fiz o que o meu coração mandava pela primeira vez

- Emma Watson! Muito prazer… - disse com um enorme sorriso


segunda-feira, 2 de abril de 2012

desabafo



Depois de oito meses, voltaste. Voltei a estar no teu campo de visão. Estavas exatamente igual como te deixei no aeroporto. Com o mesmo estilo, o mesmo penteado desleixado, com a barba meia por fazer, com os teus ténis pretos favoritos e essencialmente, com aquele olhar e sorriso que me fazem derreter por completo. Não tinha forças para avançar, as minhas pernas não faziam o que pedia que era correr para os teus braços. Mas isso não aconteceu. Olhaste para mim, e tudo mudou. Aquela barreira que construí para não sentir a tua falta constantemente ruiu por completo, com a tua presença. Aquele sorriso, aquele que só fazias para mim quando estávamos juntos, no teu quarto, sabes? Voltaste a faze-lo naquele momento! Congelei por completo. Vieste ter comigo num passo apressado, mas o M*(melhor amigo) pôs-se entre nós. Ele não nos deixou falar e até compreendo. Ele viu-me chorar durante dias e noites seguidas, nunca me deixou sozinha um único segundo para que não me sentisse perdida. Mas sabes uma coisa? Queria tanto que não houvesse um oceano a separar-nos! O problema é que não posso fazer nada quanto a isso, aliás porque fui eu que quis que fosses, que te apoiei a ir. Uma das coisas que me mete mais raiva é dizerem-me que o que sentia por ti não passava de nada sério porque acabamos por dar um “tempo”. Ninguém tem noção do quanto sofro por não te ter comigo. O quanto me custou levar-te ao aeroporto e não chorar uma única vez, o quanto me doía atender uma chamada tua, ouvir a tua voz tão perto de mim mas ao mesmo tempo tão longe. O quanto as chamadas por Skype não chegavam para suprimir as saudades que se acumulavam dia após dia. E o mais difícil, foi pedir-te um tempo, por Skype porque fisicamente era impossível! Ver escapar uma lágrima pela tua cara fez com que o meu mundo desabasse, o meu coração ficou reduzido a nada. Tive que fechar a tampa do portátil para não veres o meu estado de choro desalmado. Foi a decisão mais difícil da minha vida porque eu não queria, não quero, que a nossa história termine. Vais voltar amanhã e eu continuo aqui, no mesmo sítio. Sabes uma coisa que aprendi nestes meses? Que amar não é só dizer no dia dos namorados que amamos essa pessoa, ou dar presentes ou beijos. É dizer não quando nos apetece dizer sim ou vice-versa. É deixar-te seguir o teu sonho mesmo que isso implique perder-te. É querermos que essa pessoa seja feliz mesmo que nos cause a maior dor possível. O teu sofrimento é sentido por mim cem vezes pior. Volto a dizer o que te disse no dia do aeroporto e ontem, encontrarás em cada recanto meu um pedaço de ti. E estarei á tua espera daqui a dois anos se esse for o nosso destino...



Desculpem mas hoje estou um bocado...bem, nem há palavras para descrever como estou. Estou a tentar escrever o capitulo desde manhã mas nada me parece suficientemente bom! Vou tentar acaba-lo, pelo menos se a minha cabeça não andar a viajar por recordações...
Mas uma vez desculpem..

domingo, 1 de abril de 2012

I need you more than everything



Bem aqui está a parte II. Como só cheguei agora a casa de fim-de-semana só mesmo amanhã é que conseguirei postar o próximo capitulo da fic. 
Espero que gostem! Os vossos comentários são sempre bastante importantes.


(PARTE II)

Anne acalmou-se depois de ter atirado tudo cá para fora. Já não esperneava nos braços de Harry sob o olhar atento dos restantes membros. Louis continuava sem uma única fala enquanto os amigos esperavam por uma resposta. Harry largou o corpo de Anne lentamente para não ter nenhuma surpresa. A raiva dela foi-se esmorecendo aos poucos e assim que ela se sentiu completamente liberta foi ter com Louis calmamente.

- Eu só gostaria de saber era o porquê de o teres feito… - falou pausadamente mas com mágoa na voz – e nem sequer teres tido a decência de ir falar com ela! – Anne não aguentou estar muito tempo na frente de Louis. Virou costas mas o seu movimento foi interrompido pela voz de Louis a ecoar na sala.

- Depois do que aconteceu, eu tentei ir falar com ela mas nunca mais a encontrei – Anne virou-se e encarou novamente Louis – Descobri mais tarde que a Emma tinha mudado de escola mas não sabia qual era. Tentei ir aos sítios aonde ela costumava ir habitualmente mas não havia sinais dela em nenhuma parte.

- Por algum motivo ela não queria ser encontrada. E se não te queria encontrar era normal que não voltasse aos mesmos locais aonde costumavam estar – respondeu rapidamente Anne com um tom de voz autoritário – A última pessoa que ela queria ver eras tu…

- Mas eu queria explicar-lhe que tudo não passara de um erro… - Louis não conseguiu prosseguir com o seu pensamento sendo interrompido pelo exaltamento de Anne

- Estavas bêbado? Fora de ti? A outra apontou-te uma arma à cabeça? Não pois não? – Louis não disse nada – Bem me parecia! Então não tens desculpa…Quando a outra se aproximou de ti podias ter-te afastado simplesmente, não falavas. Mas não. Quiseste ser um querido e ficaste a fazer-lhe companhia enquanto a minha irmã estudava em casa. Como é que achas que ela reagiu quando no outro dia de manhã ela viu aquelas fotos? Quando se apercebeu que o namorado afinal tinha-se ido divertir á noite, ainda por cima com outra?

- Eu sei que o que fiz não tem desculpa mas eu só fui lá porque um amigo meu me tinha pedido para ir lá ter com ele. Foi só isso. Tens que acreditar em mim…

- Eu? Eu não tenho que acreditar em ti, a minha irmã é que tem que acreditar!

- Mas ela nem sequer quer falar comigo. Viste como ela se foi embora. Só tu é que me podes ajudar…

- Só podes estar a gozar comigo! Se fosse eu já teria dado cabo da tua raça…achas que vou ajudar-te para voltares a sofrer a minha irmã? Nem pensar…

- Eu posso confirmar o que o Louis disse, aliás todos nós podemos confirmar! – afirmou Harry chegando-se perto deles

- Que conveniente! Por favor…vocês são todos amigos, é normal que se protejam uns aos outros – respondeu prontamente Anne não dando qualquer valor ao que Harry dissera mas ele não desistiu de tentar convence-la do contrário

- É verdade que somos amigos mas é também é verdade o que disse. Lembro-me na perfeição do Louis me dizer que andava á procura de uma rapariga a algum tempo mas que lhe perdera o rasto. Eu não sei o que se passou porque o Louis nunca mo disse mas uma coisa tenho a certeza. Se ele diz que foi um erro e que está arrependido é porque está mesmo…

- Vocês não percebem que é a minha irmã que está metida nisto tudo. Foi ela que sofreu e que nunca mais voltou a ser o que era. Não vou permitir que ela tenha novamente uma recaída. A Emma está a atravessar uma melhor fase agora, tem objetivos…

- Eu só quero que ela me ouça, nem que seja por dois minutos. Preciso que ela me oiça dizer que não queria que aquilo tivesse acontecido e ter-lhe causado tanto sofrimento… - Louis colocou as suas mãos em cima dos ombros de Anne – Por favor…

- Não é assim tão simples…além disso conheço muito bem a minha irmã, ela nunca irá falar contigo.

- Mas se bem me lembro, a Emma dava-te ouvidos por isso se lhe pedires pode ser que ela mude de ideias em relação a mim…

- Não sei não… - Anne estava demasiado relutante em relação aquela ideia de pôr a irmã a falar com o Louis

- Anne… - ela voltou-se para quem tinha pronunciado o seu nome, Harry – queres ser a causadora de estragar a oportunidade de a tua irmã ser feliz?

- Como se ela ainda gostasse dele…

- E não gosta? – aquela pergunta de Harry fê-la ter duvidas. Lá no fundo sabia que ela ainda não o tinha esquecido, mas seria isso suficiente para a irmã voltar a confiar no Louis? – até tu tens dúvidas!

- Eu vou-me arrepender disto… - disse Anne enquanto olhava para cima

- Quer dizer que me ajudas? – perguntou Louis com um enorme sorriso

- Se tu, por acaso, fazes a minha irmã chorar ou outro tipo de coisa, juro que é desta que acabo com a tua espécie, ouviste bem?

- Sim sim! Obrigado Anne!

***

(Dia seguinte, hora do concerto)

(Emma)
Apesar de não querer estar ali, por todos os motivos e mais alguns, não podia faltar á promessa que tinha feito à Anne, de estar com ela no concerto. Sentia-a esquisita, não estava tão alegre nem tão eufórica como deveria estar. Passava o tempo todo a olhar em redor, parecia que estava á espera de alguém. Tentei perguntar-lhe várias vezes mas ela não se descosia. E nem sequer falou comigo sobre o que ficou a falar com os rapazes no dia anterior.

Encaminhamo-nos para um local VIP porque, pelos vistos, a Anne ganhou dois passes especiais para os bastidores do concerto. Em situações normais ela estaria a delirar mas era precisamente ao contrário, continuava serena e tranquila. Chegamos ao sitio aonde a Anne assistiria ao concerto e rapidamente os rapazes chegaram e cumprimentaram-na. Olharam para mim e apenas disseram um “olá” ao qual respondi também com a mesma resposta.

Tentei manter o meu campo de visão longe daquele rapaz com a camisola ás riscas mas foi impossível, outra vez. Estava a começar a ficar farta de não conseguir esconder o que sentia, ou melhor, o que tentava reprimir bem dentro de mim. Aquele olhar, sentia-o a percorrer todo o meu corpo, todos os recantos da minha silhueta. Sentia-o a penetrar para além da minha roupa, a recordar as feições do meu corpo nu a que mais nenhum rapaz tivera acesso. Engoli em seco. Queria respirar mas não conseguia, não havia quantidade de ar suficiente para bombear o meu coração.

Sorri interiormente. Por momentos tinha voltado a presenciar aquele desejo nos olhos do Louis e que me deixavam completamente desorientada. Queria mais, inconscientemente, queria voltar a ter as suas mãos a percorrerem o meu corpo com a sua delicadeza natural, queria que o cheiro tão característico dele voltasse a invadir a minha pele e que tivéssemos tão próximos que as nossas respirações se misturassem.  Corei com os meus pensamentos mais profundos. Desviei rapidamente o olhar e sentei-me num banco à espera que aquele concerto passasse o mais rapidamente possível.

As músicas foram ecoando na minha cabeça á medida que eles tocavam juntamente com os gritos estridentes das fãs. Finalmente tinha visto a minha irmã a ter um comportamento digno dos últimos tempos, tinha começado a cantar e a dançar ao sabor da música. Apesar de tudo, a minha mente continuava vidrada no rapaz das riscas. Cada vez que ele cantava o meu coração acelerava exponencialmente parecendo mesmo que ele sairia do meu peito. Voltava a sentir aquele formigueiro na barriga, os meus joelhos tremiam mesmo estando sentada.

Peguei na minha mala castanha que estava ao meu lado, vasculhei no seu interior desarrumado o meu telemóvel preto e tirei-o juntamente com os fones. Coloquei os fones nos ouvidos, pus a música no volume máximo e tentei abstrair-me de todo aquele cenário. Ao início resultou mas mesmo não o ouvindo, continuava a senti-lo no meu coração. Já não aguentava mais. Levantei-me do banco, guardei o telemóvel e tentei encontrar no meu campo de visão o palco. Precisava de o ver. E lá estava ele, feliz a cantar como há muito não o via. A minha memória foi invadida de recordações, de todos os sorrisos do Louis e do quanto aquele sorriso era importante para mim. Ele olhou para mim, parecia que tinha sentido a minha presença. Sorriu. Aquilo já era demais para mim. Ia virar costas mas a minha irmã não deixou.

- Emma! – olhei para ela – Eu já sei qual foi o rapaz que te magoou… - a minha expressão ficou congelada com tamanha informação – foi o Louis….soube ontem.

- Então se sabes porque é me pediste para vir hoje? Porque é que não fomos embora logo? – fui invadida por uma fúria repentina que fez com que elevasse o tom de voz

- Porque precisas de falar com ele para enterrares de vez o passado – a minha irmã falava calmamente o que me irritava ainda mais – se não o fizeres nunca mais vais conseguir seguir em frente.

- Tu não sabes do que falas…tu não sabes o que sinto!

Só de pensar em ter uma conversa com ele dava-me arrepios. Não conseguia olha-lo nos olhos sem dizer tudo o que o meu coração continha. Sem dizer que preciso dele mais do que tudo na minha vida e que ele é e será sempre o único rapaz capaz de pôr o meu pequeno mundo às avessas. E que principalmente, tinha uma necessidade extrema de voltar a sentir a pele dele contra a minha.

- Pois não, realmente não sei o que sentes. Mas tenho uma certeza. Precisas de ter uma conversa com Louis, nem que seja de um minuto, mas precisas para voltar a seres o que eras.

- Eu não preciso de conversa nenhuma. Vou-me embora é daqui… - queria ir-me embora o mais depressa possível antes que me descontrolasse.

- Não! – Anne agarrou no meu braço com força – eu sei que não tenho o direito de te pedir isto e que provavelmente, possa estar a cometer o maior erro da minha vida, mas tens que pelo menos ouvir a versão dele.

- Mas qual versão? A versão típica dos rapazes que deita a culpa para cima dos raparigas dizendo que foi ela que o beijou e que ele só pensava em mim nesse momento! Por favor Anne!

- Tu estás a julga-lo por algo que ele nem sequer disse. Não lhe deste oportunidade de se explicar por isso ele pode ter, realmente, uma boa explicação. Sei que não desculpa, mas pode atenuar essa raiva que tens dentro de ti…anda lá Emma! Tu não és essa rapariga triste e resmungona, tens muita vida aí dentro de ti…

- Aí é que te enganas…a rapariga que queres voltar a ver já não existe nem nunca vai existir. Não passará apenas de recordações felizes do passado. Agora, no presente e no futuro, serei sempre assim, como vez agora.

- Emma…

- Esquece Anne! Vou-me embora! Se quiseres ficar, fica, agora eu não continuo aqui nem mais um segundo.

- Vais cometer um grande erro mana…

- Deixa-me cometer! Nunca irei saber se não o fizer…

- Vais-te arrepender!

Assim que me preparava para sair, parecia que o pavilhão ia abaixo. Uma apoteose de aplausos e de gritos invadiu todos os recantos do pavilhão e dos meus ouvidos. Virei costas e vi-os sair do palco. Vinham ofegantes, pareciam bastantes cansados. Continuei o meu caminho para fora do pavilhão apanhando a minha mala pelo caminho. Ouvi uns passos apressados atrás de mim mas não abrandei até essa pessoa agarrou a minha mão.

Uma descarga de adrenalina foi depositada no meu pequeno corpo frágil. Não precisava de ter olhos atrás na cabeça para saber quem é que se tratava. Aquelas mãos grandes eram reconhecíveis em qualquer parte do mundo. As minhas pequenas mãos desapareceram nas dele. Os dedos dele encaixaram-se de imediato na perfeição nos meus. Podia jurar que conseguia ouvir o coração dele bater ao mesmo ritmo descontrolado do meu.

Ele exerceu uma ligeira pressão sobre o meu corpo fazendo-me rodar sobre mim mesma ficando frente a frente com ele. Nunca tinha estado tão perto dele como agora. O meu coração queira saltar do peito, as minhas pernas tremiam que nem varas verdes, a minha respiração tinha-se tornado descontrolada. Tentei não me perder nos olhos dele mas acabei por não conseguir desviar a minha atenção dos lábios dele. Aquela situação estava a tornar-se insustentável. Começava a sentir falta de ar e a sufocar. Baixei a cabeça. Mas não por muito tempo. Ele fez-me voltar a olhar para ele colocando a mão por debaixo do meu queixo elevando a cabeça. Sentia-me completamente desprotegida e sem saída.

- Desculpa… - os lábios dele proferiram aquela palavra. Não sabia o que dizer, só queria ir embora para não revelar mais os meus sentimentos.

- Era só isso? – respondi rispidamente – Pronto. Eu desculpo-te! Segues a tua vida que eu sigo a minha boa?

- Mas…

- Eu não te guardo magoa nem nada do género. Só quero poder seguir em frente por isso, se não te importas, largavas a minha mão e deixavas-me ir. Agradecia imenso!

Os dedos dele deixaram de fazer pressão sobre os meus e um vazio voltou-se a instalar. Tinha que me ir embora e foi isso que fiz. Fiz sinal á minha irmã e ela veio a correr ter comigo e fomos embora sem dizer mais nenhuma palavra. Anne não me disse nada durante todo o caminho até ao carro. Entramos e rapidamente iniciei a marcha em direcção a casa. Estava com a cabeça completamente alheada da estrada e quando prestei a devida atenção tinha um carro no meio do caminho. Carreguei no travão com toda a força que tinha, o barulho dos pneus a guinchar fez-se ouvir.