quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Capitulo 5




 (Liam)

Cheguei a casa com a sensação de que ela tinha algo a dizer mas que não teve coragem de dizer. Assim que coloquei as chaves na porta e entrei vieram todos ter comigo cheios de perguntas.

Harry – Afinal quem era a rapariga?

Louis – Quando é que a conheceste?

Niall – Aconteceu alguma coisa?

Zayn – Com o tempo que demoraste não deve ter acontecido grande coisa…

Harry – Epah, deixam o moço falar…conta lá!

Liam – E eu por acaso tenho que vos contar alguma coisa?

Niall – Disseste que depois falávamos por isso fala…

Louis – Sim! Nunca a tinha visto por estes lados…é nova cá?

Liam – Com tanta pergunta, já me perdi! – eles quase que me matavam – pronto! Eu conto! Mas é preciso ficarmos á porta? Eu cá queria sentar-me se não se importarem cuscas…

Harry – Aqui ninguém é cusco…apenas estamos curiosos!

Liam – E não é a mesma coisa? Mas pronto, como gosto muito de vocês vou-vos contar…

Louis – Que querido que és para nós…mas embora contasses a bem ou mal é preferível contares a bem.

Zayn – Agora que já percebemos que há uma miúda, já nos podes contar aonde a encontraste?

Liam – Encontrei-a no aeroporto, quando chegámos. Estupidamente fui contra ela e foi como se tivesse visto um anjo…

Louis – Ui…um anjo! Mas a ela é real ou só produto da tua imaginação?

Niall – Óh estupido não a viste no bar?

Louis – Pois foi…esquece! Continua…

Liam – Então como estava a dizer antes de ser interrompido, voltei a encontra-la quando fui ao supermercado mas ela deu-me com os pés e não quis saber de mim para nada.

Harry – Deu-te com os pés? Ahah…tu és mesmo bom!

Liam – Epah, vocês não compreendem…

Zayn – Claro que não quer saber de ti porque quando nos viu, viu logo que tu eras o pior…

Liam – Grandes amigos que vocês me saíram…

Niall – Estamos só a brincar…agora a sério…o que aconteceu depois do bar?

Liam – Levei-a a casa e pronto. Não quis conversar comigo…

Louis – Meu, á tantas miúdas por aí por isso não precisas de ficar com essa cara de enterro…

Liam – Mas ela era especial…

Harry – Não são todas?

Liam – Esqueçam…nunca irão compreender!

(Matilde)

Depois de ter dormido bastante mal, de manhã decidi ir dar um passeio pelas redondezas, precisava de espairecer um pouco e conhecer um pouco a cidade. Havia imensas lojas de roupas e acessórios, entrei em várias mas não comprei nada embora houvesse alguma bijuteria bem engraçada. Depois entrei numa loja de desporto, uma das minhas maiores paixões, e fiquei perdidamente apaixonada por uma bola de futebol lindíssima. Não aguentei e fui compra-la, o mais irónico de tudo é que andei a passear, por vezes com a bola nos pés e de saltos altos. A maior parte da minha infância foi passada a dar chutos numa bola e a marcar golos, porém o destino pregou-me uma rasteira que me fez abdicar do futebol ou de outra qualquer modalidade desportiva. Mas isso não invalidava que não pudesse dar uns toques.

No caminho encontrei um jardim enorme aonde havia imensas crianças a brincarem. Sem querer deixei cair a bola das minhas mãos e um rapaz que estava inserido num grupo apanhou-a.

- Uma bola… - disse bastante feliz - podemos jogar com ela? – perguntou-me a criança

- Não filho…não vês que a menina pode estar ocupada – disse a mãe – não ligue! Pode levar a bola…

Matie – Deixe estar, não tem mal nenhum…podem jogar sim. Mas só com uma condição…

- Qual?

Matie – Eu também quero jogar! Deixam-me?

- Claro. A bola é sua…

Retirei os sapatos dos meus pés e coloquei-os á beira de uma árvore e fui para o pé das crianças. À muito tempo que já não me sentia tão livre, tão leve, tão eu… Ver a alegria das crianças a brincar fazia-me sorrir, eram tão genuínas, tão alegres. Estava mesmo feliz…acho que apaguei um pouco o mundo à minha volta e só pensava em diverti-me ao máximo. As crianças eram um pouco travessas pois gostavam muito de fazer cair os amigos. Depois de alguns bons minutos comecei a ficar cansada, pudera, já não estava habituada a tal ritmo. Saí do mini jogo e fiquei a observar a beleza de ser criança.

Liam – Se eu soubesse que era apenas preciso uma bola de futebol para te ver sorrir dessa maneira já a teria arranjado á muito tempo… - olhei para trás e lá estava ele de novo. Desta vez, eu estava diferente, já estava mais recetiva. Queria começar tudo de novo.

Matie – E tu não desistes pois não? – disse a sorrir

Liam – Bem já estamos a melhorar, não disseste isso com sete pedras nas mãos. Acho que começamos a entender-nos… - cheguei-me perto dele

Matie – Como ainda não tive a oportunidade de me apresentar como deve ser, o meu nome é Matilde Matoso mas descobri ontem que os ingleses não se dão muito bem a prenunciar o meu nome por isso Matie chega…

Liam – Matie – disse com um enorme sorriso - o meu nome é Liam Payne e descobri que as portuguesas prenunciam bem o meu nome por isso Liam chega…

Matie – Então muito prazer! – dei-lhe dois beijinhos

Liam – Futebol? Nunca pensei…

Matie – É…já a uns bons anos que não jogava…

Liam – Porquê?

Matie – O médico proibiu-me de jogar futebol ou qualquer outro desporto que envolve-se muito os meus joelhos. Se me esforçar demais posso parar numa cadeira de rodas por isso como podes imaginar, não jogo á bastante tempo…

Liam – Mas se é assim tão grave não devias ter estado a jogar…

Matie – Está descansado que nem sequer me doí os joelhos…só não posso ser profissional, agora jogar de vez em quando não faz mal a ninguém…

Liam – Mas se o médico disse…

Matie – Esquece o médico! Eu estou bem! – ele não me parecia estar muito convencido – a sério, não te preocupes! – Um dos meninos veio devolver a bola pois já se iam embora. Eu coloquei-a no chão e pus o pé em cima dela – vamos ver o que vales…

Liam – Como assim?

Matie – Tenta tirar-me a bola… - afastei-me dele sempre com a bola – anda lá…não me digas que tens medo de uma rapariga, que ainda por cima está lesionada!

Liam – Por isso mesmo, estou em vantagem! Não seria justo para mim ganhar…

Matie – Ganhar? Mas quem te disse que me ganhavas? – comecei a dar toques – oh meu amigo, até de saltos não me tiras a bola

Liam – Ai é? Então vais ver o verdadeiro Liam Payne! – ele chegou-se perto de mim mas desviei-me a tempo

Matie – Andas um bocado perdido não?

Liam – Não me provoques! – ele agarrou-me por trás e levantou-me tirando-me a bola – então quem é o melhor agora?

Matie – Isso é falta! Não sabes que não podes agarrar e muito menos levantar…

Liam – Isso é tudo dor de cotovelo por te ter tirado a bola…então agora aonde está a rapariga que até de saltos me ganhava?

Matie – Ai que não perdes pela demora…

Continuamos assim uns bons cinco minutos até que eu escorrego na bola e na relva e desequilibro-me, por impulso agarro-me á camisola do Liam. Ele não estava á espera e acabamos por cair os dois juntos no chão. Ele tinha ficado por cima e demasiado perto de mim, conseguia sentir o seu coração bem perto do meu e a sua respiração ao mesmo ritmo da minha. O meu olhar voltou a encontrar-se com o dele fazendo-me esquecer de tudo o que estava á nossa volta. Pude ver toda a sua perfeição, o olhar, o sorriso, todos os traços do seu rosto. Só me apetecia tocar-lhe, senti-lo ainda mais perto de mim. Ele aproximou-se ainda mais de mim pousando a testa dele na minha, eu coloquei a minha mão direita no peito dele no intuito de parar o movimento mas não consegui. Fechei os olhos e desejei que os lábios dele tocassem nos meus. Nesse preciso momento oiço um barulho esquisito e os expressores do jardim ligam-se. A água começa a cair nos nossos corpos, ele levanta-se rapidamente e ajuda-me a levantar. Enquanto corro para fora do jardim, ele vai-me buscar os meus sapatos e a minha mala que ainda estavam junto á arvore.

Liam – Toma… - ele deu-me os sapatos e a mala. Sentei-me num banco que não era abrangido pela água e calcei-me. – Estás muito molhada?

Matie – Não tanto como tu…tens a t-shirt toda encharcada!

Liam – Não tem mal…isto já seca! Queres ir almoçar? Já está na hora…

Matie – Se quiseres almoçar comigo…por mim tudo bem!

Liam – Claro que quero! Vamos? – abanei afirmativamente a cabeça e saímos do jardim. A meio do caminho o Liam foi rodeado por fãs que o descobriram, também não se pode dizer que ele não quisesse ser encontrado. Ainda estivemos uns quinze minutos no mesmo sítio até já não haver mais autógrafos ou fotografias para tirar. Fomos até a um restaurante no shopping e depois de comermos fomos dar uma voltinha pelas lojas.

Matie – Ai tão lindo… - numa montra estava um vestido preto giríssimo – temos que entrar aqui! Tenho que ir experimentar…

Liam – Está bem…

Entrei dentro da loja diretamente para o expositor aonde se encontravam o vestido que tanto queria. Procurei o S e quando o encontrei peguei nele e fui experimentar nos provadores. Vesti o vestido mas depois não conseguia aperta-lo porque o fecho estava nas costa. Abri a cortina no provador e chamei baixo o Liam que estava na entrada

Matie – Liam… - ele olhou e veio ter comigo – importaste de puxar o fecho para cima?
Liam – Claro… - senti as mãos dele a passarem delicadamente pela minha pele, a mesma sensação de há umas horas atrás no jardim estava a voltar, um desejo enorme de ter a minha pele em contacto com a dele – já está…

Matie – É tão bonito…o que é que achas? – ele não me respondeu – Liam!

Liam – An? Não ouvi…estava distraído.

Matie – Se me fica bem o vestido, mas tens que dizer a verdade! Não vale mentir…

Liam – Fica-te perfeitamente…foi feito para ti..

Matie – É para dizeres a verdade e não mentires!

Liam – Mas eu não estou a mentir…fica-te mesmo muito bem! E estou a falar mesmo a sério!

Matie – Está bem, eu acredito em ti. Agora está na hora de ver o preço… - olhei para o preço e fiquei logo desmoralizada – esquece! De volta para a prateleira…

Liam – Então porquê? Ele fica-te mesmo bem…

Matie – É muito caro, por isso fica na loja! – virei-me de costas para ele – puxas o fecho para baixo outra vez? – ele voltou a puxar mas desta vez mais rapidamente – obrigada.

Retirei o vestido e voltei a vestir a minha roupa e saímos da loja. Como precisava de ir á casa-de-banho fomos a uma WC pública embora não gostasse muito. Mas estava mesmo muito aflita. Assim que volto, já aliviada, o Liam encostou-me à parede.

Matie – Que foi?

Liam – Vem aí um enorme mas enorme grupo de fãs à tua esquerda – ele enterra a cabeça dele no meu pescoço acabando por tocar os lábios dele na minha pele, as famosas “borboletas” no estomago e um sentimento de desejo percorre todo o meu corpo. Assim que vejo as fãs passarem, afastei-o logo – desculpa, eu só queria…e acabei por..e…desculpa!

Matie – Não tem mal…deixa estar…

Liam – Tem mal sim, excedi-me e não o deveria ter… - coloquei o dedo nos seus lábios fazendo-o calar-se

Matie – Está tudo bem! Vamos ao cinema? – o cinema estava mesmo á nossa frente por isso não tivemos que andar muito

Liam – O que queres ver?

Matie – Um filme de terror! Os filmes românticos dão-me sono e os de comédia não me fazem rir! Gosto de coisas com mais ação e suspense!

Liam – Por mim perfeito! ‘Bora lá… - No fim do cinema ele estava bastante surpreendido com as minhas reações com as cenas de terror – nunca tinha visto uma rapariga a rir tanto numa cena de cortarem cabeças! Aliás nunca vi ninguém a rir-se num filme de terror…

Matie – Mas é tão giro…se pensares que aquilo é tudo feito torna-se bastante engraçado. Adorava puder assistir aquela cena em que o outro lhe corta a cabeça e que vai parar às mãos da rapariga! Deve ser fantástico…

Liam – Isso já é demais para mim…houve cenas que até a mim me assustaram mas olhar para ti e ver que te rias que nem uma perdida fez-me sentir um bocado mal…

Matie – Está descansado que não foste o único. Os meus amigos deixaram de querer ver filmes comigo porque diziam que eu tirava a emoção toda porque no meio de choro e de lágrimas estava eu a rir!

Liam – Mas porque é que és assim? Já tiveste alguma situação traumática?

Matie – Deve ser por o meu pai ser da Polícia Judiciária, ele por vezes trás para casa algumas fotos dos crimes que acontecem e essas arrepiam-me mesmo porque sei que houve um homem que teve sangue frio para matar outro com o corte da cabeça. Estas não, são programadas por computador, não têm mal nenhum.

Liam – Eu sei que são feitas mas mesmo assim…algumas assustam a valer! Mas está descansada que eu convido-te novamente para veres comigo um filme de terror…hei-de encontrar algum que te faça assustar…

Matie – Boa sorte na procura…

Ele acabou por me levar a casa mas como estávamos tão entretidos na conversa que passei a minha casa e eu nem tinha reparado.

Matie – Opah, não acredito que não vi a minha casa! Estávamos tão bem à conversa que nem reparei…

Liam – Pois…a companhia é excelente! Só podia ser eu…

Matie – Que convencido! De certeza que viste que passámos a casa mas não disseste nada…

Liam – Eu? – ele começou a rir e percebi que estava a mentir – Não vi nada…

Matie – Mentes tão mal minha nossa…e porque é que fizeste isso? Agora temos que voltar para trás quando já podia estar em casa sentadinha nos sofá!

Liam – Porque queria estar mais tempo com a minha companhia maravilhosa…

Matie – Cá para mim é uma indireta por estar gorda, queres-me pôr a fazer exercício…

Liam – Tu estás perfeita como estás… - olhei para ele e sorri

Matie – Tu sabes muito sabes… - depois de mais uns cinco minutos estávamos finalmente em minha casa – bem, estou entregue!

Liam – É… - ele estava com as mãos nos bolsos e notava-se algum nervosismo – achas que já podes dar-me o teu número? - sorri

Matie – Não…

Liam – Então? Acho que já não sou um desconhecido…

Matie – Eu sei que não és mas como já deves ter reparado, tu sabes aonde moro. Surpreende-me!

Liam – Humm…gosto disso. Podes-te preparar porque te vou surpreender…

Matie – Estou á espera disso…bem, então até á próxima vez que nos encontrarmos…

Liam – Adeus… - ele chegou-se ao pé de mim e deu-me um beijo muito perto do canto da boca deixando-me completamente nas nuvens. 

Obrigada pelos comentários..
espero que gostem!
Liis

1 comentário:

helena fernandes disse...

gosto muito !
continua *-*