quarta-feira, 28 de março de 2012

Capitulo 36




(Filipa)

Acordei com uma sensação esquisita, com um aperto enorme no coração. Estava angustiada, parecia que alguma coisa não ia correr bem. O meu coração batia descompassadamente, nunca tinha batido daquela maneira, parecia que ia sufocar a qualquer momento. Tentei controlar a minha respiração que também estava bastante descontrolada e acalmar os batimentos cardíacos.

Assim que me acalmei, virei-me para o outro lado da cama e espreitei para baixo para ver se encontrava o Zayn mas não estava lá ninguém. A cama aonde ele tinha dormido já estava encaixada na minha. Achei aquilo muito estranho, fiquei a pensar se ele me tinha dito alguma coisa na noite anterior mas nada aparecia na minha memória. Novamente apareceram os batimentos mais acelerados do coração. Alguma coisa não estava bem.

Levantei-me lentamente da cama pois ainda estava um pouco fraca. Parecia que o chão ia fugir dos meus pés. Esperei alguns segundos sentada em cima da cama e só depois é que me levantei. Abri a porta do meu quarto e não havia sinais de vida. Desci até ao piso de baixo para ver o que se passava, tanto silencio matinal era de estranhar. Percorri a sala e de seguida dirigi-me á cozinha mas não havia sinais de ninguém. Fui até ao jardim, um silencio monumental estava instalado naquela casa. Não havia o habitual cantar dos pássaros naquele jardim, nem o barulho tão característico da brisa matinal de Londres. Havia apenas um grande vazio. A minha própria respiração fazia eco tamanho era a ausência de ruído.

Voltei a fazer o caminho inverso e subi de novo ao piso de cima, tinha de encontrar alguém naquela casa. Bati em primeiro lugar à porta do quarto da Matilde mas ninguém respondeu. Bati novamente e voltei a receber nenhuma resposta. Cansei de bater, e decidi abrir a porta. O máximo que podia encontrar era alguma cena mais indecente por parte do Liam e da Matilde. Mas como já estava a ficar meia atordoada com aquilo tudo nem me importei. Abri a porta bastante devagar para não fazer barulho, caso eles estivessem barulho. A porta abriu-se e apenas encontrei o vazio instalado no quarto.

Já estava a ser demais. Mas onde é que estava toda a gente! Fechei a porta atrás de mim e percorri os restantes quartos. A resposta era a mesma. Estava tudo vazio. Um medo irracional instalou-se no meu corpo. Comecei a transpirar como nunca, a minha visão estava cada vez mais enevoada. A sensação de que algo não estava bem aumentava a cada segundo. O sorriso do Zayn apareceu na minha mente, tão perfeito como sempre. Seguido de uma angústia aterradora. Não lhe podia ter acontecido nada. Não antes de lhe dizer tudo o que queria, não antes de o beijar.  

Lembrei-me vagarosamente do dia da morte da minha avó. Não me lembrava ao certo do que tinha acontecido mas lembrava-me na perfeição do que tinha sentido. Daquele desespero por notícias, daquela ansia que matava por dentro. Uma lágrima correu pelo meu rosto lentamente. Não queria acreditar que estava a ter a mesma sensação que no dia da morte da minha avó.  

Desci aquelas escadas novamente mas desta vez mais num passo mais apressado. Quase que me ia espetando contra um dos sofás tamanha era a rapidez. Peguei no meu telemóvel e telefonei ao Zayn. Esperei e esperei mas ele não atendia. Voltei a ligar mas não havia maneira de ele atender. Telefonei à Carla, que era a primeira das raparigas que me apareceu nos contactos. Como das outras vezes, ela também não atendeu.

Aquela situação já estava a ficar desesperante. Olhei para o relógio e este marcava meio-dia e quarenta minutos. Já era tão tarde e nem me tinha apercebido. Foi então que avistei um papel branco em cima do aparador que estava posicionado debaixo do relógio. Corri até ele e li-o

Amor, fomos todos para casa dos rapazes. Não quisemos acordar-te porque estavas lindamente a dormir…esperamos-te para almoçar!
Beijinhos
Jo, Carla, Matie, Vera

Um enorme peso saiu de cima de mim, parecia uma pena ao sabor do vento. Afinal estava a fazer uns filmes de todo o tamanho por nada. Fui até á cozinha comer qualquer coisa e depois voltei para o quarto para me vestir. O tempo demorado entre a cozinha e o quarto foi bastante. Quando voltei para a sala, já vestida, o relógio já marcava as treze horas e trinta minutos.

Pus-me a caminho rapidamente da casa dos rapazes. Já estava a ver a cara do Niall a reclamar que queria comer. Não consegui controlar o riso dessa mesma imagem. Apressei o passo para chegar o mais depressa possível. Assim que cheguei, toquei à campainha. Passados alguns segundos aparece-me á frente o Niall.

Niall – Estava a ver que não rapariga! Estava a ver que tinha que te ir buscar para poder comer… - reclamava

Filipa – Em vez de estar a reclamar comigo, podias deixar-me entrar… - ele estava a tapar o caminho da porta e assim não podia entrar

Niall – Nem reparei…é da fome! Entra! – assim que entrei reparei que estavam todos sentados á minha espera. O meu olhar percorreu-os a todos e quando cheguei ao fim, congelei por completo. O Zayn não se encontrava naquela sala. O medo irracional voltou a atacar o meu coração.

Filipa – O Zayn? – perguntei amedrontada com a resposta que pudesse surgir.

Liam – Ele disse que não podia vir almoçar…tinhas uns assuntos a tratar! – respondeu-me calmamente. Aquela angustia não passava, o chão parecia que me ia fugir a qualquer momento.

Filipa – Eu preciso de falar com ele… - as lágrimas começaram a cair metodicamente pela minha face – preciso de o ver… - revelei entre soluços provocados pelas lágrimas. Deixei-me cair no chão, as forças era praticamente nulas. Picadas fortes abalavam o meu coração e um sofrimento atroz tinha-se formado. Os azulejos frios da sala queimavam a minha pele mesmo com a roupa vestida. O meu corpo ia gelando devido á diferença entre a temperatura ambiente e o chão. As raparigas vieram ao meu encalço quando me viram cair no chão. Demasiadas perguntas fizeram-se ouvir naquela sala, mas eu não conseguia ouvir nenhuma. Só de pensar que alguma coisa pudesse acontecer ao Zayn matava-me por completo.

Havia ainda tanta coisa por dizer e por fazer. Não podia acabar desta maneira, não assim! Não sem lhe dizer o quanto ele era importante para mim. Fechei os olhos e desejei com todas as minhas forças estar a viver um pesadelo. Pedi a Deus que me fizesse acordar e que tudo não passasse de sonho mau. A Carla estava a minha frente, apesar de estar com a vista turva por causa da grossa camada de água que se tinha formado na vista, conseguia distingui-la.

Filipa – Estou a sentir o mesmo quando a minha avó morreu…

Senti o meu corpo a ser coberto de abraços e ouvi palavras reconfortantes ao meu ouvido. Mas nenhuma daquelas acções faziam algum sentido se não tivesse alguma notícia do Zayn. Havia uma grande correria á minha volta, não sabia o que estavam a fazer. Tentei levantar-me mas não consegui, elas não me estavam a deixar.

Louis – Ele não atende nenhum de nós… - ouvi-o dizer. Tudo estava a acontecer, tudo o que não queria, o meu pior pesadelo tinha-se tornado realidade.

Liam – Não vamos entrar em já em stress…ainda não sabemos o que aconteceu! Pode estar tudo bem… Não vale a pensa sofrer por antecipação!

Filipa – Deixem-me levantar… - pedi – tenho que ir á procura dele…

Matie – Mas tu estás louca? Nem penses…vamos é ficar aqui á espera que ele chegue isso sim!

Filipa – Não!

Vera – Tu neste momento não mandas nada. Tens que te acalmar primeiro…

Elas não compreendiam. Não podia passar por um novo processo de perda novamente. Não iria aguentar todo esse sofrimento uma segunda vez num espaço de apenas um ano. Não iria suportar.

Filipa – Quero-me levantar agora! – disse desta vez mais alto e com mais convicção. Vi-as afastarem-se de mim um pouco. Levantei-me devagar, sentia o corpo a cambalear mas consegui pôr-me de pé. Dirigi-me até á porta mas fui travada pela Joana – Eu tenho que o ir procurar…não aguento ficar aqui sem saber o que aconteceu. Não me podem pedir para ficar pois não consigo!

Ela não me travou, nem mais ninguém naquela sala. Abri a porta de saída e dirigi-me para o vazio. Não sabia por onde começar. Depois de alguns minutos indecisa, decidi começar por cima. Ia num passo apressado, observando todos os pormenores, todas as pessoas. Ao mesmo tempo que telefonava insistentemente para ele. Não havia maneira de ouvir a voz dele do outro lado do telemóvel. Não havia maneira de sair daquele pesadelo.

As ruas, com passar do tempo, pareciam-me todas iguais. Não fazia ideia de onde me encontrava. Olhava desesperadamente para todos os lados e até me passou pela cabeça começar a gritar no meio da rua se alguém tinha visto o Zayn. Acabei por não ir por essa via, pois estaria a criar um grande problema se toda a gente soubesse que não se sabia dele.

O barulho do meu estomago fez-se ouvir bastante bem. Só tinha comido uma peça de fruta antes de sair de casa e como já era hora de almoço, o meu corpo começava a manifestar-se. Não liguei e continuei a minha busca. O meu coração precisava desesperadamente de uma notícia dele, tinha que o encontrar.

Finalmente comecei a ver outras coisas se não casas, havia um jardim enorme mesmo á minha frente. Haviam crianças a gritar por todo o lado, imensas famílias sentadas na relva verdejante. Fui em direcção a um caminho de terra que percorria todo o jardim de uma ponta a outra e procurei-o.

Um pouco mais á frente encontrei um grupo de raparigas amontoadas. A primeira coisa em que pensei foi que era o Zayn. Muitas raparigas juntas é sinónimo de um possível membro dos one direction por perto. A primeira reação foi correr e foi isso que fiz. Assim que vi o grupo de raparigas a afastar-se, o meu coração partiu-se em mil bocados.

As lágrimas encheram toda a minha face. Não conseguia acreditar no que estava a ver. Esfreguei os olhos numa tentativa de inebriar a visão mas nada mudou. Se eu achava que estava no pesadelo, agora achava que estava no inferno. Não podia estar a ver o rapaz por quem estava apaixonada a beijar outra rapariga. Ele estava a sorrir…a sorrir. E não era para mim. Estava bastante feliz, deu-lhe a mão e seguiram caminho.

Fiquei estática, congelada. Os meus pés não se mexiam da terra batida do caminho aonde me encontrava. Aquela dor era muito pior do que imaginava. Ele tinha-me enganado. Ele não gostava de mim. Ele não me queria. Eu não fazia parte da vida dele nunca mais, se é que alguma vez fiz. Estava explicado o porquê de ele não me atender as chamadas. Afinal, não passei de mais uma! Como é que pude confiar nele? Como? Como é que me deixar levar pelas conversas dele? Porque é que alguma vez pensei que pudesse ter alguma coisa com ele? Afinal, era o Zayn Malik!

O meu telemóvel começou a tremer no bolso esquerdo das minhas calças. Nem fui ver quem era. Virei-me ao contrário e dei um passo em frente, depois outro. Lentamente fui me afastando daquele lugar. O meu coração derramava sangue, a dor era demasiado grande para ser descrita. Era demasiado forte para ser suportada. Era demasiado real para ver verdade.

Tentei arranjar mil e uma desculpas para o que ele me tinha feito mas nenhuma me pareceu apaziguadora o suficiente para me fazer parar de chorar. Sem dar por mim e por onde andava, encontrei-me perdida em Londres. Eu não conseguia mais segurar as lágrimas e deixei o meu corpo rodar na direcção de uma parede. Pousei as mãos na parede, apoiei a minha cabeça na parede e entreguei-me ao sofrimento. O silêncio foi envolvido pelo meu soluçar quase inaudível. Fechei os olhos.

***

Zayn – Filipa!

O meu coração parou naquele momento, se eu não soubesse o momento que estava a viver iria jurar que era a voz de Zayn. Abri os olhos e vi que estava no quarto. Virei-me na direcção da porta do quarto e vi o Zayn na minha frente. Os seus cabelos pretos, os olhos brilhantes e bem despertos e o seu típico sorriso, tão perfeito e para o qual não havia palavra que o melhor o descrevesse do que delicioso.

Abri os olhos intermitentemente e nada, aquela figura esbelta na minha frente, a figura de Zayn não desaparecia. O ar começou a faltar-me e eu tive de respirar pela boca pesadas lufadas de ar para conseguir acalmar. Uma raiva astronómica invadiu todo o meu corpo, levantei-me e inconscientemente a minha mão viajou directamente para a cara dele, com todas as forças que tinha.

Ele não contava com a minha reação e caiu redondamente no chão dado estar completamente desprevenido. Inclinei-me e vi que a cama aonde supostamente devia ter dormido estava aberta. Tudo aquilo soou-me demasiadamente estranho. Como é que tinha chegado ao meu quarto? Como é que tinha vestido o pijama! Como é que o Zayn estava á minha frente!

Zayn – Porque é que me bateste? O que é que eu fiz?

A cara dele era de confusão e a minha também. Haviam demasiadas perguntas a pairar na minha mente.

Filipa – Que dia é hoje? – ao mesmo tempo que me levantava

Zayn – Tu bates-me, e depois queres saber que dia é hoje? – disse ainda com uma mão na face em que lhe tinha batido – sei lá que dia é hoje!

Filipa – Foi esta noite que ficamos presos lá fora e depois tentamos entrar pela janela mas apareceram os policias, foi não foi?

Zayn – Sim foi! Tu não estás bem!

Aquilo não passara de um Aquilo não passara de um maldito pesadelo. As minhas pernas perderam a força e eu tive de me apoiar com uma mão na parede para não cair. Por entre lágrimas sorri e recompus-me lentamente, pronta para me jogar nos braços dele. Zayn continuava a olhar para mim, confuso. Fui até ele e sentei-me ao lado dele.

Filipa – Desculpa Zayn! Desculpa… – disse antes do meu choro se intensificar e eu o abafar, enterrando a minha cabeça no pescoço dele.

Zayn – O que se passa contigo? Estás a tremer? – ele abraçou-me ainda mais mesmo ainda não percebendo nada do que se estava a passar
  
Filipa – Tive um pesadelo… - disse depois de o largar e de o encarar. Ele limpou-me as lágrimas delicadamente com os dedos dele a passarem pela minha face.

Zayn – Pronto…já passou! Estou aqui…

Filipa – Sonhei que estavas com outra rapariga…que já não gostavas mais de mim!  Que tudo o que tinhas dito ontem sobre esperares por mim não passasse de uma mentira… – acabei por dizer. Ele voltou a unir os nossos corpos com um abraço.

Zayn – O meu coração pertence-te exclusivamente… - sussurrou-me ao ouvido – tudo isso não passou de um pesadelo…nunca te vou deixar

Filipa – Desculpa pelo estalo…estava tão fora de mim que nem pensei direito. Foi um impulso… - disse-o olhando-o nos olhos

Zayn – Não precisas de pedir desculpa…acho que doeu mais a queda do que o estalo… - sorriu como só ele sabe fazer

Filipa – Promete-me que nunca me trairás…promete-me que não me farás passar por aquilo que passei!

Zayn – Prometo que no que depender de mim nunca te farei sofrer, nunca!

Dei-lhe um beijo na face que lhe tinha batido e levantei-me ajudando-o a fazer o mesmo. Olhei para a cara dele e reparei que ele tinha ficado com a marca da minha mão.

Filipa – Acho que vais ficar com uma marca minha durante alguns minutos…

Zayn – É sinal que gosto mesmo de ti…

Saímos do quarto e fomos para a cozinha. Já lá estavam todos quando chegamos e parecia que já sabiam da nossa pequena aventura da noite anterior.


Espero que tenham gostado!
Mais uma vez obrigada pelos comentários, são eles que me fazem continuar a escrever!

Liis

#Imagine

Olá queridas! Desculpem não ter publicado nada ontem mas não tive tempo nenhum disponível. Hoje devo conseguir publicar o novo capitulo! Quero também informar que vou publicar uma nova mini-história, devo ainda colocar a sinopse esta semana.
Espero que gostem!



Estavas a passear com o Niall quando aparecem algumas fãs. Ele como é sempre um querido e um fofo com as fãs, vocês param para ele poder estar um pouco com elas. Quase todas foram também bastante simpáticas contigo mas havia uma que se estava a “esticar” um pouco para cima do Niall. Ficaste um pouco incomodada com a situação, e também com alguns ciúmes. Quando ias-te afastar um pouco daquele ambiente, ele agarra-te pela cintura e puxa-te para a frente
- Não sei se conhecem a minha namorada…a rapariga mais espetacular, incrível, perfeita que conheço! - disse ao mesmo tempo que sorria deliciosamente para ti...



segunda-feira, 26 de março de 2012

#Imagine


Olaa =). Bem, deixo-vos aqui mais um imagine. Hoje, em principio, não devo postar o capitulo 36, ainda está bastante atrasado. 
Espero que gostem, e deixem a vossa opinião!




Estavas a passear com o Harry junto á praia, sentam-se na areia e ficas no meio das pernas dele. Estava um pôr-do-sol lindíssimo. Ele coloca os braços a rodearem a tua cintura e o queixo num dos ombros e ficam a contemplar a vista.
- O que achas que será de nós daqui a um ano? – perguntaste depois de algum silencio provocado pelo magnifico horizonte
- Nada… - ficaste em choque com a palavra proferida por ele. Olhaste para ele com os olhos rasgos de lágrimas e viste que estava a sorrir – porque dizem que nada é para sempre, e eu quero que o “nós” dure para sempre… - sorriste, um calor aqueceu-te o coração de uma forma gratificante. Sentes os lábios dele em contacto com os teus e deixaste levar pelo momento perfeito.

domingo, 25 de março de 2012

Capitulo 35



Filipa olhou para Zayn pela primeira vez desde que entrara em casa diretamente para a cozinha. Sentiu-se a tremer por dentro, não queria parecer fragilizada com aquela situação. Não lhe queria mostrar o quanto ele mexia com ela, o quanto desesperava por um toque dele. Zayn não queria pressiona-la e partilhar o mesmo quarto não seria uma boa ideia. Sabia que ela não se ira sentir bem. Quando ia para dizer que acharia melhor ficar na sala, foi antecipado pela resposta da Filipa.

Filipa – Eu não me importo… - disse desviando o olhar de Zayn – só se o Zayn se importar…

Aqueles segundos entre a resposta de um e a resposta de outro foram os segundos mais longos da vida de Filipa. Ela estava concentrada a olhar para vazio e ao mesmo tempo pensando em tudo…

Zayn – Se tu não te importas, eu também não!

Filipa voltou a olhar para ele sem conseguir esconder um pequeno sorriso tímido formado pelos seus lábios. Ele tinha-lhe retribuído o sorriso, estava mais aliviado. Tinha medo que ela se afastasse por aquilo que tinha quase acontecido no carro. Todos se dirigiram para os respetivos quartos com alguma correria menos o Zayn e a Filipa que iam calmamente. Quando chegaram ao quarto, Filipa mostrou logo aonde é que ele iria dormir. A cama de solteira onde dormir tinha uma segunda cama, em baixo, ela abriu-a e mostrou-a.

Filipa – Bem, é aqui que dormes… - disse ao mesmo tempo que ajeitava os lençóis cor-de-rosa que cobriam a cama – só se quiseres dormir em cima…é como quiseres! – disse um pouco constrangida com a situação, embora quisesse mostrar o contrário

Zayn – Eu durmo em baixo. Não há problema nenhum… - respondeu serenamente tentando não tornar aquele momento demasiado constrangedor

Filipa – Como é que costumas dormir?

Zayn – De bóxeres… - as maças morenas do rosto de Filipa rapidamente se pigmentaram com um vermelho bastante forte. Ela não conseguiu reagir aquela informação, se tivesse um buraco era lá que se escondia. Não iria conseguir resistir durante muito tempo se pensasse, sequer, que ele estava a dormir apenas de bóxeres – mas eu posso vestir umas calças e uma t-shirt…

Filipa – Não te incomodes comigo… - disse a custo. Estava a odiar estar naquela situação, estava a perder o controlo de tudo, das suas emoções, estava a entrar num colapso emocional – Não te vou pedir para dormires de forma diferente a que estás habituado…

Zayn – Mas eu não me importo…

Filipa – Mas importo-me eu… - aquela frase depois de proferida soou-lhe demasiado mal, tinha demasiadas interpretações possíveis – não era isto que eu queria dizer… - quando as suas faces estavam a voltar á sua cor normal rapidamente voltaram á cor avermelhada – bem…até era isso que queria dizer mas não nesse sentido! – a cara de Zayn era de alguma confusão…já se tinha perdido naquele raciocino – esquece! Dormes como costumas dormir e eu faço o mesmo! – virou-se de costas para ele e dirigiu-se ao armário para ir buscar o pijama

Zayn – Tens a certeza?

Filipa parou por completo. Sentiu-se gelar por dentro…a primeira resposta que lhe veio imediatamente á cabeça foi um “não”. Queria voltar-se mas as forças eram escassas. Queria ter coragem de contar o que o seu coração sentia mas não conseguia. Tinha demasiado medo, insegurança. Zayn olhava atentamente para a rapariga que se encontrava á sua frente e que lhe tinha roubado o coração. Filipa pegou no pijama e virou-se finalmente

Filipa – Sim, tenho a certeza!

Saiu do quarto rapidamente e dirigiu-se á casa de banho para se mudar. Olhou-se ao espelho, não conseguia explicar tudo o que lhe estava a passar pelo coração. Abriu a torneira, colocou as duas mãos em forma de concha debaixo da corrente de água e elevou-a a cara, refrescando-a. Pegou na toalha que estava do lado esquerdo e limpou o rosto. Voltou a ver o seu rosto ao espelho.

Estou definitivamente apaixonada…” – revelou a si mesmo pela primeira vez. Já o sabia mas era a primeira vez que o dizia em voz alta e com tantas certezas. Trocou de roupa e quando voltou para o quarto já Zayn também se tinha mudado. Ele já estava na cama de baixo mas quando ela entrou, Zayn transferiu toda a sua atenção para o corpo dela. Percorreu-o com os olhos num misto de desejo e vergonha parando nos seus lábios. Aqueles que ele queria beijar mais do que nunca.  

Zayn – Ham…eu… - ele queria ter uma conversa minimamente civilizada mas era completamente impossível ao vê-la vestida daquela maneira – Boa noite… - acabou por dizer. Sentiu-se tão patético naquele momento por não conseguir falar.

Filipa – Pois…boa noite! – Acabou por responder também.

Tentou ir para a sua cama sem passar por cima de Zayn mas era impossível. Teve que pôr os seus pés na cama onde ele estava deitado mas tropeçou nas pernas dele e caiu em cima dele. Zayn soltou um pequeno gemido de dor mas rapidamente se esqueceu da mesma. Tinha-a sobre ele, estavam em contacto um com o outro em demasiadas partes do corpo. O cabelo de Filipa embatia na face dele por isso Zayn pô-lo atrás das orelhas dela e sorriu. Aquele sorriso matava-a por dentro ainda por cima na situação em que se encontrava, demasiado perto do rosto dele. Já estava farta de pensar nas coisas, deixou cair a sua cabeça aproximando ainda mais o rosto dela ao dele. Ele olhava-a com um enorme sorriso, levou a mão dele ao encontro da face dela e acariciou-a. Quando ia acabar de uma vez por todas com a mínima distancia que os separava, Filipa levantou-se rapidamente, fugindo novamente do que sentia. Deitou-se na sua cama de costas para o lado dele e cobriu-se com o lençol para não ter qualquer conversa sobre o que ia acontecendo.

***

Filipa não conseguia dormir, mexia e remexia-se no meio dos lençóis em que estava inserida. Todas aquelas situações com o Zayn estavam-lhe a dar o descontrolo total das suas emoções. Acabou por se sentar na cama e espreitou para baixo para perceber se Zayn estava a dormir. Ele estava a dormir que nem um anjo. Tentou sair da cama sem fazer barulho e consegui-o. Desceu as escadas até chegar á cozinha, dirigiu-se ao frigorífico e bebeu um copo de leite. Continuou em frente abriu a porta que dava acesso ao jardim exterior e sentou-se numa cadeira que se encontrava no jardim.

Tentou pensar em várias coisas mas tudo ir dar ao Zayn, não conseguia pensar em nada que não tivesse relacionado com ele. Inclinou-se sobre a cadeira e suspirou de desespero. Levantou-se lentamente e encaminhou-se para a beira da piscina e sentou-se com os pés dentro de água.

Zayn – Estás bem?

Filipa virou-se para trás e encontrou o rapaz que lhe estava a tirar o sono. Não lhe conseguiu responder, voltou-se novamente para a piscina e não voltou a olhar para ele. Zayn já não sabia o que fazer, não queria apressar as coisas mas sentia que a qualquer momento ela pudesse-lhe fugir por entre os dedos.

Zayn – Queres que me vá embora?

Filipa – Não… - ela continuava a não o olhar mas quando lhe respondeu levantou-se da piscina e foi ter com ele – fica comigo! – quando o disse abraçou-o fortemente e ele retribuiu-lhe o abraço. Aquelas palavras tinham sido verdadeiras, ditas do fundo do coração e com todo o sentimento. Ficaram assim durante algum tempo até que se foram sentar na relva – deves estar a pensar que sou uma maluquinha…que não digo coisa com coisa…

Zayn – Acredita que estou a passar pelo mesmo…

Filipa – Acho que não…

Zayn – Eu acho que sim. Deixa-me ver se acerto. Tens a cabeça cheia de informações mas por muitas voltas que dês vais sempre pensar na mesma coisa. Queres desligar de tudo mas parece que ficas cada vez mais presa. Queres poder dizer não mas há algo mais forte que te impede de o fazer. Tens medo de seguir o teu coração…

Filipa – Zayn… - aquelas palavras tinham tido um significado nunca antes esperado por ela.

Zayn – Preciso de te contar uma coisa mas primeiro tens que me prometer que não ficas zangada comigo. Podes bater-me mas não te zangues por favor…

Filipa – Ai! O que vem daí? – ela não estava a gostar nada daquela conversa. Já sabia que não vinha coisa boa

Zayn – Promete!

Filipa – Prometo. Anda lá…diz!

Zayn – Lembraste de ter adormecido no teu ombro na noite em que tivemos no hospital? – Filipa abanou afirmativamente com a cabeça – bem, eu dormi algum tempo mas depois acordei com alguém a falar bastante perto. Eras tu e a Matilde…e…não consegui evitar em ouvir o que estavam a falar…

Filipa – Tu fizeste o quê? – ela não estava a acreditar no que estava a ouvir

Zayn – Tu prometeste que não te zangavas…

Filipa – Só podes estar a gozar comigo! Então tu ouves a minha conversa e ainda queres que não me zangue?!

Zayn – Eu sei que não o deveria ter feito mas…

Filipa – Mas o quê? Ouviste a conversa toda? – as faces de Filipa voltaram a ter uma cor mais avermelhada do que o habitual – Ouviste?

Zayn – Sim…

Filipa – Então quer dizer que sabes o que sinto? – todo aquele esforço que ela tinha tido para manter os seus sentimentos bem longe da realidade, tinham agora sido descobertos. Sentiu-se pior que nunca.

Zayn – Sim…

Filipa – Bonito. Andei a fazer figura de parva este tempo todo! – disse zangada, ao mesmo tempo que se levantava

Zayn – Não andaste nada…

Filipa – Claro que não. Deves estar realmente satisfeito, agora já sabes o que realmente sinto. Sinto-me uma verdadeira idiota…já me podes pôr na tua lista de conquistas! – ela ia-se embora mas ele travou o seu movimento agarrando-a pelo braço

Zayn – Espera…estás a entender tudo mal…

Filipa – O que queres de mim? Magoar-me? Parabéns, já o fizeste!

Zayn – Eu nunca quis magoar-te, nunca! Por favor acredita em mim…

Filipa – Isto é demasiado mau para ser verdade. Estou num pesadelo só pode! – as lágrimas começaram a escorrer pelo rosto de Filipa

Zayn – Não chores…

Filipa – Já viste o que me fizeste? Foste o primeiro rapaz que me pôs a chorar ao final de dezoito anos! Realmente és mesmo muito bom…

Zayn – Deixa-me explicar o que aconteceu…

Filipa – Não quero saber! Aliás não quero saber nada do que tenha a ver contigo nunca mais! – ela conseguiu soltar-se de Zayn e dirigiu-se para a entrada da cozinha

Zayn – Eu precisava de saber se o que sentias era o mesmo que eu! – disse Zayn na tentativa de a fazer parar. Filipa estava a abrir a porta quando Zayn falou, parou o movimento – precisava de saber se era apenas eu que estava a ficar apaixonado! Precisava de saber se não passava de um amigo apenas… - o coração dela acelerou de tal maneira que parecia que ia sair do peito. Um friozinho apoderou-se da sua barriga juntamente com borboletas no estomago!

Filipa – E ouvires a minha conversa era a solução? – referiu depois de recuperar do choque inicial

Zayn – Não foi o mais correto mas achei que era o melhor naquela situação…

Filipa – Mas não era o melhor! Estava a ter uma conversa intima que só tenho com as minhas amigas, não era para ter um rapaz a servir de público!

Zayn – Desculpa…

Filipa – Lá por pedires desculpa não quer dizer que isso apague a mágoa que me deixaste! Fogo Zayn, estava a desabafar! Não sabes como é que me estou a sentir neste momento…

Zayn – Eu sei que o que fiz não está certo! Mas eu gosto de ti, a sério! Tudo o que disseste á Matilde é exatamente o que sinto por ti! Preciso de ti de uma forma tão irracional…não consigo deixar de pensar em ti! A forma como sorris, a forma como dizes o meu nome, como olhas para mim…tudo para mim, feito por ti, é especial – ele aproximou-se finalmente dela. Filipa ainda se encontrava junto á porta da cozinha semiaberta. Pousou a sua mão no rosto dela percorrendo-a delicadamente – o que sinto quando te toco é de uma adrenalina extrema…faz-me querer nunca mais te largar e ficar contigo para sempre.

Filipa – Zayn…  - ela saiu correndo pela cozinha dirigindo-se para a porta de saída. Zayn gritou por ela e foi trás dela também a correr. A porta da saída fechou-se atrás deles e com uma passada mais larga alcançou Filipa que quase chegava á estrada principal

Zayn – Que se passa? – ele colocou as suas mãos na cintura de Filipa fazendo-a rodar. Quando a viu chorar, o seu coração partia-se aos bocadinhos – por favor fala comigo! Filipa!

Filipa – Não vais entender… - disse aos soluços provocados pelo choro

Zayn – Estou disposto a tentar!

Filipa – Zayn…

Zayn – O problema é comigo? Queres que mude alguma coisa? Eu faço tudo o que quiseres…

Filipa – O problema não é teu…é meu! Não precisas de mudar nada…

Zayn – Então o que se passa?

Filipa – Tenho medo Zayn…

Zayn – Tens medo de quê? Que te deixe? Eu prometo que isso nunca irá acontecer…

Filipa – Não prometas algo que podes quebrar…

Zayn – Eu nunca te vou deixar…é o que sinto, não estou a mentir!

Filipa – Tu sabes tão bem como eu como estas coisas das paixões são…rapidamente estamos apaixonados como no outro segundo já não o estamos!

Zayn – Isso nunca vai acontecer comigo porque o que sinto por ti é muito mais forte do que possas imaginar!

Filipa – Mesmo assim…

Zayn – Porque não segues o coração?

Filipa – Ele nem sempre tem razão Zayn. Ele engana-se por vezes…é por isso que sofremos!

Zayn – E como é que sabes que ele está enganado agora? O que te trava?

Filipa – Não sei! Neste momento só sei que tenho medo…

Zayn – Filipa…

Filipa – Tenho medo do que me estás a fazer sentir ok? Tenho medo do controlo que exerces sobre mim!

Zayn – Eu não exerço controlo sobre ti…

Filipa – Exerces sim…quando me olhas, quando me tocas, quando eu me quero afastar de ti não consigo porque parece que ainda me puxas mais para ti. Eu sempre controlei tudo o que faço, gosto de ter o controlo das minhas emoções mas quando estou contigo não consigo entendes? Nunca senti isto antes…num espaço de dias fizeste-me chorar, rir, sentir-me especial, sei lá…tanta coisa que nunca pensei vir a presenciar! Tudo isto é novidade para mim…não sei como reagir!

Zayn – Para mim também é novidade! Quando te conheci pela primeira vez nunca pensei em estar aqui á tua frente a dizer que gosto de ti mais do que uma simples amiga. Houve um momento em que tudo mudou, em que comecei a ver-te com outros olhos. Eu também me assustei e também não sei como hei-de lidar com isto tudo…Mas quero que o faça-mos juntos! Como já te disse, não te quero perder…só de pensar que isso possa algum dia fico logo angustiado.

Filipa – Não sei…

Zayn – Confia em mim… - ele pegou na mão dela e colocou-a no seu peito despido do lado esquerdo – o meu coração só bate porque tu existes!

Filipa – Não digas isso…

Zayn – É verdade! Sei que é estranho porque só nos conhecemos a umas semanas mas é verdade! Nunca fui tão verdadeiro na minha vida como agora…

Filipa – Também sinto o mesmo! Mas…

Zayn – Eu gosto de ti, tu gostas de mim, para quê complicar? Não precisamos de assumir nenhum compromisso se quiseres…deixamos apenas as coisas acontecerem, sem pressões!

Filipa – Sabes uma coisa, és um querido sabias? – disse-o ao mesmo tempo que abraçava

Zayn – Já estamos a melhorar, já passei de feio para querido!

Filipa – Tu não és feio…

Zayn – Tu também não! – Filipa sorriu meia envergonhada – então como queres fazer?

Filipa – Queria pedir-te uma coisa…

Zayn – Tudo o que quiseres!

Filipa – Preferia que continuássemos amigos pelo menos até vires dos EUA…se entretanto não encontrares nenhuma americana gira por quem te perdes por amores e se quando chegares continuares a sentir o mesmo…acho que podemos avançar! Isto se não te importares claro!

Zayn – Se é o que queres, é o que farei. Mas aviso já que não haverá americana ou outra de qualquer nacionalidade que me vá tirar-te do meu coração…

Filipa – Ainda bem! Preciso mesmo de pensar sobre isto tudo para saber como é que hei-de reagir…

Zayn – Dou-te o tempo que quiseres desde que não fujas de mim…

Filipa – Isso não irá acontecer, podes confiar em mim… - Zayn deu-lhe um beijo na testa seguido de um abraço. Filipa sentiu um enorme arrepio de frio e contorceu-se toda – quem é que teve a infeliz ideia de vir para a rua a estas horas?

Zayn – Eu só vim atrás de uma rapariga que estava a fugir de mim…não tive culpa!

Filipa – Claro que não! Não fechaste a porta pois não? – perguntou quando se dirigiam para dentro de casa

Zayn – A porta?! – Filipa olhou para ele e reparou que ele nem sequer se tinha lembrado da porta

Filipa – Não acredito nisto! Como é que pensas entrar dentro de casa?

Zayn – Tocando á porta…

Filipa – E eles matam-nos aos dois…nem pensar. Vamos tentar entrar pela janela…acho que ela costuma estar aberta – dirigiram-se para a janela da sala e ela realmente estava aberta. Quando a estavam a abrir aparece alguém atrás deles

 - O que pensam que estão a fazer? – viraram-se os dois ao mesmo tempo, eram dois policias

Zayn – Isto não é o que parece. Esta é a nossa casa, quer dizer, não é nossa mas sim de uma amiga nossa. Passamos cá a noite…

Policia – E entram pela janela assim vestidos?

Zayn – Viemos apanhar um pouco de ar e esquecemo-nos das chaves em casa e como não queríamos acorda-los decidimos entrar pela janela…

Policia – Vocês querem que acreditamos nessa história?

Zayn – É verdade…podem tocar á campainha e os nossos amigos podem confirmar a história…

Policia – É isso mesmo que vamos fazer… - os senhores policias foram tocar á porta e ainda demorou algum tempo até aparecer alguém. Quem veio abrir a porta foi a Matilde com o Liam com caras bastante ensonadas – boa noite meus senhores…

Matie – Boa noite senhor agente… - quando ela viu a Filipa e o Zayn do lado de fora ficou espantada – o que estão os dois aí a fazer? Não deviam estar a dormir?

Policia – Conhece estes dois? - ao mesmo tempo que apontava para Zayn e para a Filipa

Matie – Claro que sim! Deviam era estar sossegaditos na cama em vez de andar a fazer coisas que não deviam…

Policia – Nós só queríamos verificar. Já que os conhece, vamos embora. Tenha um resto de boa noite!

Matie – Boa noite! – a Matilde olhou para eles os dois e eles começaram a rir – têm muito que explicar mas é só amanha porque agora tenho sono! Vamos Liam?

Liam – Sim vamos…

A Filipa e o Zayn voltaram para o quarto com grandes sorrisos, foram cada um para a sua cama. Filipa deixou-se ficar mais na ponta da cama para poder ver o Zayn que estava na cama debaixo. Deixou cair a mão para o lado de fora da cama e ele agarrou-a. Acabaram por adormecer agarrados.



 Espero que gostem!
Este capitulo foi um pouco mais sentimental e demorei mais um pouco porque andava á procura do meu lado mais inspirada...
Obrigada mais uma vez pelos comentários, são fantásticos!=)

Liis

sábado, 24 de março de 2012

#Imagine


Ola! Bem, estou a tratar do próximo capitulo mas não sei se consigo postar hoje porque ainda ando há procura do meu lado mais romântica e inspirada. Espero que gostem...este imagine surgiu-me assim do nada e depois...puff, fiquei sem imaginação novamente! Deixem a vossa opinião... 



Estavas com o Louis em tua casa a ver um filme quando ele, repentinamente, te beija ardentemente, compartilhando-te desejo e paixão. Exercera uma leve força no teu lábio inferior, prendendo-o e fazendo-te procurar por mais. Não fora um beijo qualquer, foi um misto de carinho e desejo, ao qual não conseguirias identificar qual dos dois estaria em maior quantidade… mas foi o suficiente para implorares por mais, mesmo que interiormente.
- Acho que… me apaixonei de novo… - Olhaste-o nos olhos, proferindo tais palavras sinceras ainda de voz esfalfada pelo momento.
- Então beijarei-te sempre assim... Para que te apaixones novamente e novamente por mim…Todo o santo dia e para todo o sempre… - Sorriste, babada com tais palavras que sabias serem verdadeiras.