quinta-feira, 15 de março de 2012

Capitulo 32





(Vera)

Acordei meia estremunhada com um pesadelo que estava a ter. Estava bastante assustada mas não me lembrava qual era o tema do pesadelo. Tinha o coração a mil á hora. Fechei os olhos novamente para estabilizar o ritmo cardíaco e só depois é que voltei a abrir os olhos. Ia levantar as mãos para esfregar os olhos para despertar bem quando reparei que a minha mão esquerda estava presa ao Harry. Ele tinha adormecido com a cabeça em cima da minha mão.

Tentei tira-la sem o acordar mas ele devia ter medo que fugisse ou algo parecido pois não a conseguia tirar. Depois de algumas tentativas em vão decidi resignar-me e fiquei apenas a olhar para ele. Com o tempo, o Harry parecia-me cada vez mais perfeito. Ainda estava meia anestesiada com tudo o que se tinha passado, por vezes chegava a pensar que tudo não se passava de um sonho.

Tinha medo de acordar e perceber que tudo não se passara de um simples sonho, de uma fantasia criada na minha cabeça. Tinha medo de me desiludir e de desiludir as pessoas que amava. Tinha medo que a minha relação com o Harry tivesse um prazo de validade, que no final do verão tudo acabe simplesmente só porque tenho que voltar para Portugal. 

Com o passar do tempo fui realmente apercebendo-me da dimensão que a minha relação com o Harry iria ter a curto prazo. Por muito que me custe admitir, toda aquela pressão mediática que mais cedo ou mais tarde se vai gerar, vai-me custar a suportar. Embora esteja habituada a esse mundo, desta vez não teria os meus pais a protegerem-me. Precisava mesmo de falar com o Harry sobre esse assunto.

Os meus pensamentos foram interrompidos quando alguém bateu á porta. Respondi que podia entrar e logo apareceu o médico.

Médico – Bom dia! – disse ele alegremente

Vera – Bom dia! – respondi também bastante animada com a vontade de sair dali ainda esta manhã

Médico – Preparada para sair daqui?

Vera – Preparadíssima! Já estou farta de aqui estar…

Médico – Então acho melhor acordar o seu namorado porque vou chamar os seus pais para poderem entrar! E também acho melhor quando chegarem a casa fazer uma boa massagem ao seu namorado porque dormir nessa posição não deve ser confortável – olhei para o Harry e tive que concordar com o médico. Ele ia acordar com uma valente dor de costas

Vera – Pois. Eu já o vou acordar…Obrigada!

Médico – Até já!

Depois do médico sair do quarto fui acordar o Harry com jeitinho. Após algumas tentativas dóceis para o acordar ele não reagia. Estava a dormir que nem uma pedra. Já que a abordagem soft não estava a resultar decidi por outra mais radical e comecei a abaná-lo fortemente.

Harry – AI! Que se passa? Terramoto? – ele despertou com uma cara de pânico tão engraçada que não me contive e desatei a rir. Ele olhou finalmente para mim e não gostou nada – achas graça? Não sabias de outra maneira para me acordar? – resmungou

Vera – Não tenho a culpa de não teres acordado da maneira mais soft! Eu bem te dei beijos mas nem assim acordavas por isso passei para uma maneira mais drástica! A culpa é inteiramente tua… - tentei desculpar-me por ter sido tão violenta

Harry – Ainda tenho a cabeça a andar á roda… - a cara dele estava engraçadíssima      

Vera – Pois, então põe a cabeça no sitio porque os meus pais vêm aí. Já vou ter alta daqui a pouco… - informei-o enquanto ele dava ligeiras chapadas na cara para estar bem acordado

Harry – Queres que me vá embora antes que os teus pais cheguem ou não é necessário? – ainda fiquei a pensar mas depressa me apercebi que era uma estupidez se ele se fosse embora

Vera – Claro que não te vais embora, era só o que faltava! Espero é que eles tenham desistido daquela ideia peregrina de me levarem para Lisboa novamente… - tinha-me lembrado da conversa com a minha mãe

Harry – Eu também espero mas e se eles não aceitarem? – desviei o olhar dele, não podia sequer haver a hipótese de eles não aceitarem.

Vera – Não vamos pensar em coisas negativas sim? – disse depois de o encarar novamente – Vai tudo correr pelo melhor…

Harry – É o que mais quero!

Vera – Mudando de assunto, porque é que ainda não me deste o beijo dos bons dias, pode-se saber? É que eu estou em fase de recuperação e preciso de todos os miminhos possíveis!

Harry – Da forma como me acordaste achas que tens direito a beijos?! – fiz beicinho. Ele não podia estar a falar a sério!

Vera – E não tenho?

Harry – Não!

Vera – Amor não! Não me faças isso…eu gosto muito de ti!

Ele levantou-se do cadeirão sem prenunciar uma única palavra e voltou a pô-lo no lugar de onde nunca deveria ter saído. Acabei por me sentar na cama encostada à cabeceira da cama. Ele sentou-se no fundo da cama e ficou a olhar para mim. Após alguns segundos de “sofrimento” ele começou a aproximar-se de mim lentamente. Um sorriso rompeu na face séria dele o que me deixou com aquele friozinho na barriga. Aquele sorriso perfeito deixava-me completamente nas nuvens.

Finalmente tinha-se chegado para bem perto de mim. Conseguia ouvir a respiração dele e o batimento do coração também. Por incrível que pareça, estava ao mesmo ritmo que o meu, em plena sintonia. Aquele olhar dele fazia-me perder em pensamentos, em desejos, queria sentir o corpo dele bem juntinho ao meu. Mas esses não eram os planos dele. Ainda quis prolongar mais o meu sofrimento. Começou a percorrer com as pontas dos dedos o meu braço provocando-me pele de galinha. Ele estava a dar comigo em doida. Depois de chegar ao ombro desviou lentamente a bata que tinha no corpo para baixo e começou a percorre-lo com beijos demorados enquanto desviava o cabelo que caía sobre o ombro. Sempre que os lábios dele entravam em contacto com a minha pele provocavam-me espasmos. O meu corpo estremecia á medida que subia até ao pescoço. Conseguia senti-lo a sorrir sempre que o meu corpo vibrava de desejo. Ele estava a adorar deixar-me naquele estado de descontrolo emocional. Quando parou, levantou a cabeça e fitou-me com aquele sorriso perverso que tanto me deixava louca. Sentia o meu corpo desfalecer com a enorme vontade que tinha para beija-lo. Com a ajuda das duas mãos desviou o meu cabelo que estava na frente da cara e ficou a segura-lo com apenas uma mão. Com a outra acariciou a minha face enquanto se ia aproximando lentamente. Num momento repentino, acabou com a distância que nos separava. O beijo começou bastante calmo e delicado mas devido ao meu estado de desejo depressa acelerei. Ele atendeu ao meu pedido automaticamente. As nossas línguas entraram numa dança freneticamente harmoniosa. O desejo aumentava á medida que nos beijávamos. Uma das minhas mãos viajou instintivamente para o meio dos seus caracóis perfeitos envolvendo-os no meio dos meus dedos ao mesmo tempo que exercia uma ligeira pressão contra mim. Inconscientemente, agarrei a t-shirt dele na ponta e comecei a puxa-la para cima lentamente. Depressa a minha mão escapuliu-se para debaixo da t-shirt. No meio de tanto desejo e êxtase cravei as minhas unhas nas costas dele provocando-lhe um gemido.

Harry – Quem me dera estarmos agora na minha cama… - sussurrou-me ao ouvido com aquela voz de anjo – deixas-me completamente louco! – não disse nada. Voltei apenas a beija-lo e continuei a puxar a t-shirt dele para cima. Ele quebrou o beijo e sorriu – se continuares com isso, não me responsabilizo por aquilo que pode acontecer a seguir. Depois de começar não há volta a dar amor – estava fora de mim. Não me importava nada o que pudesse acontecer ali mesmo, na cama do hospital. Ele percebeu o que queria e voltou a unir os nossos lábios. Estávamos prestes a cometer uma loucura ali mesmo mas alguém bateu a porta. Separámo-nos num ápice. O Harry ajeitou rapidamente a t-shirt que estava mais para fora do corpo do que vestida, o que provocou o meu riso – tens a noção do que poderia ter aqui acontecido?

Vera – Tenho! Mas não te preocupes que terminamos em casa… - inclinei-me e dei-lhe um último beijo

Harry – Olha que vou cobrar…quando chegarmos não me escapas!

Vera – Eu também não quero fugir, amor! – voltaram a bater á porta. Ajeitei-me também e mandei entrar. De trás da porta apareceram os meus pais. A minha mãe quando viu o Harry sorriu ao contrário do meu pai.

Mãe – Bom dia filha, bom dia Harry! – exclamou – ainda estavas a dormir? Batemos duas vezes á porta mas tu não respondeste á primeira!

Vera – Não estava a dormir mas também não ouvi nada, só ouvi quando vos mandei entrar. Ouviste alguma coisa Harry?

Harry – Eu também não ouvi nada!

Mãe – Deixem lá, não faz mal – a minha mãe chegou-se ao pé de mim e deu-me um grande beijo na cara e depois abraçou-me durante algum tempo com bastante força.

Vera – Mãe, vais-me sufocar! – informei-a. Ela largou-me mas continuou a dar-me muitos beijos.

Pai – Não achas que estás a exagerar Amélia? Ela já está bem, vai ter alta daqui a nada…  

Mãe – Eu sei, mas eu hei-de preocupar-me sempre com a minha filha.    

Vera – Oh, tenho uma mãe muito protetora!

Passado alguns minutos de conversa é que reparei que o Miguel não estava presente. Achei desde logo estranho pois não era coisa do meu pai. Por isso decidi perguntar por ele.

Vera – Pai, o Miguel? – o meu pai olhou para o Harry. Vi logo que andava ali coisa. E não era bom de certeza – O que é que se passa?

Pai – Precisamos de falar sobre o Miguel… - começou o meu pai – ou melhor, porque não perguntas ao teu querido namorado o porquê do Miguel não estar aqui!

Vera – Harry?! – não estava a perceber nada daquela conversa – Harry!

Harry – Eu não faço a menor ideia porque é que ele não está aqui. Simplesmente falei com ele ontem e não sei de mais nada…

Vera – Vocês falaram?

Harry – Sim. Ele queria conversar comigo. Foi pouco depois de teres adormecido ontem…

Vera – E o que ele queria falar contigo? – antes que o Harry pudesse dizer alguma coisa o meu pai interrompeu-o abruptamente

Pai – O Miguel desistiu do casamento de repente e eu gostaria de saber o porquê! – fiquei estática com aquela noticia. Não conseguia acreditar que o Miguel quisesse acabar com o casamento

Harry – E porque não lhe pergunta diretamente o porquê do fim do noivado?

Pai – Se calhar já lhe perguntei mas ele não me respondeu. Disse apenas que tinha as suas razões mas que continuava a gostar muito da Vera. Eu tenho quase a certeza que tu és o culpado disto tudo…

Harry – Eu? Eu não fiz nada, não obriguei ninguém nem apontei arma nenhuma para ele desistir. Alem disso foi ele que veio ter comigo, se fosse por minha iniciativa, nunca falaríamos. Por isso não venha dizer que a culpa é minha…

Pai – Então quem é que é o culpado? Eles iam-se casar no início de Setembro, já estava praticamente tudo preparado e de repente, praticamente a um mês do casamento, diz que tem razões pessoais que o impedem de casar...por favor, não brinquem comigo! De certeza que teve culpa nesta decisão dele!

Harry – Digo e volto a repetir, nunca lhe pedi para ele fazer seja o que for. Por isso, se não se importa, gostaria que não voltasse a insinuar que tive culpa – depois do choque inicial não consegui intervir para acabar com aquela discussão mas assim que recuperei, falei de imediato

Vera – Pai já chega! – o meu pai que ia responder novamente ao Harry, quando em ouviu não disse nada – importa-se de me explicar o que realmente se está a passar?

Pai – O Miguel veio falar comigo e com a tua mãe sobre ti ontem á noite. Ao principio começou por dizer que estava muito grato por estar quase a pertencer á nossa família, que gostava muito de ti entre outras coisas. Depois disse que por gostar de ti é que queria acabar com o noivado. Perguntei-lhe o porquê de ter tomado essa decisão só agora, ele disse que era por razões pessoais.

Mãe – Ele também disse que se ia embora de Londres ainda naquela noite pois tinha acontecido uns problemas na empresa e ele tinha que voltar urgentemente para poder resolver o sucedido. Ele não queria ter ido, queria ter ficado aqui e contar-te tudo pessoalmente mas o problema é mesmo grave e não podia mandar outro para o substituir.

Vera – Então quer dizer que estou livre? Solteira? Que não me tenho de casar com ele? – não podia acreditar. Era bom demais. Só me apetecia saltar da cama e começar os pulos

Pai – Como é que és capaz de dizer isso com esse sorriso? Ele era o marido ideal, irias ter uma vida economicamente estável e sem problemas! Claro, já estou a perceber. Nunca reclamaste sobre o casamento mas desde que esse apareceu, mudaste drasticamente de ideias!

Vera – Pai! “Esse” tem nome, chama-se Harry se não te importas! Em segundo, tens razão. Nunca reclamei e esse foi o meu maior erro. Aceitar as tuas ideias foi o pior que podia ter feito.   

Mãe – Filha…

Vera – Não venhas com isso mãe. Pai, queres saber o porquê de ter aceite? Queres mesmo saber a verdade?

Pai – Diz!

Vera – Foi porque não te queria desiludir – pela primeira vez estava a contar o que realmente sentia. Eram demasiados anos de sorrisos falsos e de lágrimas escondidas. Estava farta. Quando proferi aquela frase, não consegui esconder as lágrimas –  Queria aproveitar o máximo de tempo que tínhamos juntos sem discutir, apenas a conversar sobre coisas alegres. Raramente estavas comigo e eu não conseguia dizer-te que não nos únicos momentos em que tinha um pai, já que eram tão escassos! Queria tanto que ficasses feliz, achava que se fizesse todas as tuas vontades, tu abdicavas de algum tempo que passas na empresa para estar comigo. Estúpida! Fui estúpida por achar que podia recuperar o tempo que perdeste longe de mim! Tinha sempre boas notas, raramente saía, nunca me meti em problemas mas nem aí te importavas comigo. Por isso, desculpa se te desiludi. Desculpa se não sou o filho que tanto desejavas! – já não conseguia dizer mais nada. As lágrimas consumiam agora toda a minha energia. Finalmente tinha dito tudo o que queria.

Mãe – Vera! Como é que nunca me disseste? Porque é que guardaste tudo só para ti?

Vera – Oh mãe. Tu também andavas ocupada…não tanto como o pai é certo mas também tinhas pouco tempo. E se te contasse, de certeza que irias dizer que estava a exagerar. Eu conheço-te mãe! Não valia a pena maçar-vos com os meus problemas.

Pai – Nós somos teus pais Vera!

Vera – Pais? Nem sabe o que isso é! Durante dezoito anos não tive pai, tive uma espécie de homem que de vez enquanto aparecia em casa e me dava ordens. Devia ser na altura em que se lembrava que tinha uma família…

Pai – Não sabia que te sentias assim…

Vera – Claro que não. Não passou tempo suficiente comigo para perceber realmente o que sinto. O Harry nestes dias já fez mais por mim do que o senhor em toda a sua vida! Por isso quero deixar aqui bem claro a ambos que não vou para Lisboa agora. Vou continuar em Londres pelo menos até ao fim do verão.

Mãe – Vera não queres reconsiderar?

Vera – Não mãe, não quero! Já agora, também vos vou informar que vou desistir do curso de gestão. Só o tinha posto nas minhas opções por causa do pai e como está na altura de haver mudanças e de ser eu a escolher o que realmente quero seguir, vou mudar para jornalismo.

Pai – Não podes estar a falar a sério pois não? E depois quem é que vai tomar conta das empresas?

Vera – É mesmo só isso que lhe interessa? As empresas? E eu? A minha felicidade não interessa? – aquela atitude do meu pai magoava-me ainda mais. Tinha percebido tarde demais que o tempo não se recupera e que não vale a pena viver sobre o passado – A minha decisão está tomada! Já está na hora de eu assumir o que realmente quero.

Mãe – Mas assim tão de repente? Tu sempre mostraste que gostavas de assumir, assim que o teu pai se reformasse, a direção da empresa.

Vera – Diz bem, mostrava. Não era o que realmente queria. Pode perguntar á Matilde se quiser, ou á Filipa, Joana, ou á Carla, tanto faz, elas são as únicas que sabiam o que realmente sentia. Estou farta de viver uma vida de fachada! – pela primeira vez olhei para o Harry. Á medida que a conversa foi evoluindo ele ia apertando com mais força a minha mão. Consegui ler-lhe nos lábios a frase “estou aqui contigo!”. Respondi-lhe na mesma maneira um “obrigada”. Virei-me novamente para o meu pai. – então, já não diz nada? Pelo menos assuma que errou, que passou demasiado tempo que se compra felicidade com dinheiro, ou que o mais importante é ter uma boa conta bancária do que ser feliz!

Pai – Tudo o que fiz foi a pensar em ti e na tua mãe. Pelos vistos fui mal interpretado, não sabia que me odiavas assim tanto!

Vera – Não percebes pai. Eu não te odeio, por muito que quisesse não consigo. Apesar de tudo o que se passou, simplesmente não consigo. És meu pai, sem ti não estaria aqui. A coisa que mais me magoa é o facto de achar que estava a fazer o melhor… - as lágrimas que tinham parado, agora tinham recomeçado - …espero bem que compreenda que fez tudo ao contrário.

Mãe – A culpa também é minha…como é que me posso considerar uma boa mãe se nem reparou no que se passava com a sua filha!

Vera – Não digas isso mãe. Tu és a melhor mãe que alguma vez pude ter. Sempre que precisei de ti tu estavas lá. Não tens que te reprimir por nada! Fizeste o teu trabalho na perfeição! Eu adoro-te mãe, és a mulher da minha vida! – as lágrimas corriam abundantemente sobre a minha face

Mãe – Filha! – a minha mãe tinha-me abraçado. Precisava tanto de sentir aquele abraço forte – Vera, tu és a pessoa mais importante na minha vida! Daria a minha vida por ti filha. Nunca te esqueças disso…

Vera – Nunca, mãe. Nunca! – depois do abraço o meu pai surpreendeu-me

Pai – Podem deixar-nos a sós só por uns minutinhos. É rápido!

Mãe – António o que pensas que vais fazer?

Pai – Amélia, não te preocupes. Preciso só de uns minutos com a minha filha! – o Harry olhou para mim á espera de uma resposta e abanei apenas com a cabeça em como poderia sair. O Harry levantou-se da cama e saiu do quarto juntamente com a minha mãe. O meu pai que estava no fundo do quarto, ao lado da cama, dirigiu-se até mim e sentou-se ao meu lado. Não sabia o que dizer, sentia tantas coisas, mágoa, tristeza entre outras coisas. Desviei o olhar dele por momentos para a janela e quando voltei a encarar o meu pai vi uma lágrima a escorrer-lhe pelo rosto. Senti o meu coração a estilhaçar-se. Doeu tanto e tão profundo que só me apetecia vomitar. Parecia que tinham espetado facas no meu coração devido á forte dor que estava a sentir. Ele voltou-se para mim e deu-me um beijo na testa e depois falou – desculpa… - levantou-se da cama e saiu do quarto. Queria tanto que aquela dor parasse. Só me apetecia arrancar o coração do peito e acabar com aquilo. Passado poucos segundos voltaram a entrar a minha mãe e o Harry mas o meu pai não. Limpei as lágrimas rapidamente.

Mãe – O que ele disse filha? Nunca o tinha visto assim…

Vera – Preferia que ficasse só entre mim e o pai, mãe. Se não te importares claro!

Mãe – Se é assim que queres….

Vera – Obrigada mãe.

Harry – O médico passou por aqui agora e disse que já podes sair. Já podes ir para casa…

Vera – Ok. Vou-me vestir… - a minha mãe antes de me deixar vestir deu-me um beijo e saiu do quarto. O Harry ia sair também mas agarrei-lhe o braço e não o deixei ir – abraça-me Harry! – pedi a chorar. Aquilo estava a ser demais para mim. Ele abraçou-me de imediato puxando-me bem para junto de si. Sentia-me protegida e momentaneamente acalmei-me.

Harry – Eu estou aqui amor… - sussurrou-me ao ouvido – não te vou deixar sofrer, prometo! Estarei sempre aqui… - não queria que ele me largasse nunca mais. Queria ficar assim para sempre.

Depois de descarregar todas as minhas emoções, fui-me vestir e saí do quarto. O meu pai continuava com a mesma cara de que tinha saído. Conseguia ver o sofrimento na cara dele e isso custava. E muito. Fomos ter com o resto do pessoal e assim que em viram vieram logo ter comigo. No meio de tantos abraços nem tive cabeça para pensar em nada.

Saímos do hospital e despedi-me dos meus pais. Eles iam voltar para Lisboa e eu ia ficar. A minha mãe voltou a dar aquelas recomendações do costume e ainda deu um beijo ao Harry. Ela também se despediu dos restantes ao contrário do meu pai, que não disse nada. Por mais incrível que pareça, não estava triste, sabia o quanto estava a custar-lhe assimilar tudo o que lhe disse.

Após as despedidas voltamos para casa da Matilde. Eles falavam todos alegremente menos eu e o Harry. Ele não me tinha largado desde que saímos do quarto para não me sentir sozinha. Não lhe conseguia demonstrar o quanto ele me estava a fazer bem. Quando chegamos a casa, a Carla e o Louis estavam bastante animados e pelos vistos tinham novidades. Embora eles estivessem contentes, as novidades não eram as melhores.
  



Espero que estejam a gostar. 
Os comentários são sempre importantes e um grande incentivo por isso obrigada!
Espero sinceramente não vos estar a desiludir...
Vou tentar publicar amanhã o próximo...


Liis

terça-feira, 13 de março de 2012

Capitulo 31




(Matilde)

Depois de vermos o Miguel a sair com o pai e a mãe da Vera do hospital, nunca mais voltaram. Nem sabia o que pensar sobre aquela situação. Eles tinham saído com uma cara bastante séria. A mãe da Vera apenas nos disse que tinham os problemas para resolverem mas que amanhã de manhã estariam no hospital. Realmente estava a achar toda aquela situação demasiado estranha. E para não bastar o Harry também não vinha. Não é que não quisesse que ele ficasse lá mas também a queria ver. Entretanto o tempo foi passando e o sono foi-se começando a apoderar-se aos poucos do meu corpo.

Olhei para os lados e vi que os restantes também já estavam todos mais virados para o sono do que para estarem acordados. O Liam divertia-se a mexer no meu cabelo, ou melhor, andava á procura de mais cabelos louros. Desde que tinha encontrado um cabelo louro no meio do meu cabelo ruivo que não descansava até encontrar outro…

Matie – Será que os teus pais vão gostar de mim? – perguntei-lhe. Depois de toda aquela história da Vera pus-me a pensar. Não sabia como é que os meus pais iriam reagir assim que o apresentar, e muito menos os pais dele.

Liam – Mas que história é essa?

Matie – Não quero que os nossos pais descubram a nossa relação por uma revista, ao mesmo tempo que o mundo inteiro percebes? Para além de não saber se os teus pais vão gostar de mim…

Liam – Achas mesmo que os meus pais não vão gostar de ti? Quando me virem que estou completamente apaixonado e feliz, eles vão-te achar logo um anjo! Quanto ás revistas, também concordo contigo. É um bocado chato descobrirem por outros meios.

Matie – Mesmo assim…eles podem não gostar de mim! Podem achar que não sou suficiente para ti…

Liam – Acho que estes ares do hospital estão a fazer-te muito mal mesmo. Não precisas de ficar insegura porque eu nunca te irei deixar mesmo que eles não gostem de ti. Embora seja impossível alguém não gostar de ti…

Matie – Estás a falar a sério?

Liam – Como nunca falei na vida! Nunca te vou deixar…  

Depois do Liam me ter dado mais alguns miminhos reparei que a Joana tinha adormecido com a cabeça em cima das pernas do Niall. Ele olhava-a de uma forma tão carinhosa e fofa enquanto passava as mãos pelos cabelos dela. Achei um mimo!

Matie – Oh! Tão fofo que é o Niall… - o Liam que ainda se encontrava entretido á procura dos cabelos louros olhou para mim com um ar bastante sério

Liam – Eu é que devia ser a única pessoa fofa da tua vida… - sussurrou-me ao ouvido. Ele tinha o condão de me deixar completamente arrepiada sempre que me dizia qualquer coisa ao ouvido

Matie – Eu também gostaria que não houvesse milhares de fãs a gritarem que te amam mas mesmo assim sobrevivo!

Liam – Mas é só a tua voz que faz despertar o meu coração. Até poderias estar no meio de uma multidão aos berros, se gritasses o meu nome, reconhecer-te-ia de imediato.

Matie – Pois claro… - ao mesmo tempo que apanhava o meu cabelo com um elástico preto

Liam – Achas que não? – olhei para ele e sorri. Estava a começar a gostar daquela pequena brincadeira que estava a fazer

Matie – Diria que é impossível…ainda por cima a minha voz não é muito virada para os berros!

Liam – Sabes porque é que não é impossível? – ele tinha-me feito sentar no seu colo, fitei-o e respondi

Matie – Diz lá! – encostei a minha testa á dele sem nunca desviar o olhar. Aquele olhar fascinava-me, preenchia-me por completo.

Liam – Porque eu nunca perco o meu coração de vista, sei sempre onde é que ele está!

Matie – A sério?

Liam – Sim! Tu és o meu coração e o meu corpo não vive sem ti… - rematou com um beijo apaixonado. As mãos dele que estavam bem firmes na minha cintura voaram num ápice para os meus glúteos apertando-os – Au! – com aquela ousadia sem querer tinha trincado o lábio inferior

Matie – Para a próxima não te estiques, estamos num hospital!

Liam – Podias ter dito apenas…não era preciso magoares-me…

Matie – Que piegas… - passei o polegar no sitio aonde tinha mordido sem querer e depois dei um beijo nessa mesma zona – melhor?

Liam – Nem imaginas o quanto… - encostei a minha cabeça ao ombro do Liam enquanto os braços dele rodeavam a minha cintura. Deixei-me ficar assim uns largos minutos até que decidi ir-me meter com o Niall.

Fui tirar uma foto daquele momento entre a Joana e o Niall para que ela não me viesse com as histórias do costume de que estava a sonhar. O Niall estava tão concentrado a olhar para a Joana que nem reparou no flash do meu telemóvel. Estalei os dedos literalmente em frente á cara dele para ter a atenção dele.

Matie – Como eu te compreendo Niall…ela parece mesmo um anjo quando está a dormir… - acho que nunca tinha visto o Niall tão corado como naquele momento, se ele tivesse um buraco para se esconder já o tinha feito – Não acredito que fiz o Niall Horan corar! Estou tão feliz…

Niall – Matie! Por favor não digas uma coisa dessas…

Matie – Ahaha! Não te preocupes que não digo á Joana que estás apaixonado por ela… - há medida que falava ele ia ficando ainda mais vermelho – acho melhor calar-me antes que te dê um ataque!

Niall – Eu não estou apaixonado… - quando ele acabou de proferir aquela frase olhou para a Joana que continuava a dormir que nem um anjo, e sorriu.

Liam – Claro que não meu! Não se nota nem nada… - Niall quase que fuzilava com o olhar o Liam – deves pensar que não te conheço! Mas se quiseres continuar a negar o evidente, força aí!

Niall – Deixem-me estar… - Acabei por não dizer mais nada e deixei o Niall continuar a contemplar a Joana


(Zayn)

Reparei que a Filipa estava sentada num canto da sala a ler uma revista com a cabeça encostada à parede. Estava tão cansado que precisava de algo para apoiar a minha cabeça para não cair para o lado. Sentei-me ao lado dela, quando o fiz parou de folhear as páginas e olhou para mim. Sorriu. Algo bem forte invadiu o meu corpo, nunca tinha sentido tal coisa. Tinha os joelhos a tremer, o coração a palpitar fortemente e uma sensação esquisita na barriga que não sabia bem explicar. Estava completamente vidrado naquele olhar. Era como se o mundo tivesse parado, nada mais passava na mente apenas ela. Não consegui desviar o olhar até que uma mexa de cabelo preto dela acaba por ir para a frente dos olhos. Não consegui resistir ao impulso de o desviar. Assim que a ponta dos meus dedos tocou na face dela senti-a estremecer. Retirei de imediato a mão e ela voltou a ler a revista com as maças do rosto um pouco mais vermelhas do que o habitual.

Acabei, meio a medo, por encostar a cabeça no ombro da Filipa. Ela fez um movimento rápido o que me fez levantar a cabeça e observei-a. Tinha pegado em todo o cabelo e puxou-o até ao ombro oposto. Fez sinal de que poderia voltar a pôr a cabeça onde tinha. Encostei novamente a minha cabeça ao ombro dela. Conseguia sentir na perfeição o seu cheiro natural misturado com a fragância do perfume. Já sabia que era impossível esquecer aquele cheiro.

Zayn – Que estás a ler? – perguntei. Assim que fiz a pergunta sentia novamente a estremecer.

Filipa – Não estou a ler…estou apensas a ver as imagens! – respondeu após alguns segundos – podes dormir, não me importo – disse docemente. Acabei por sorrir, não sabia muito bem o que dizer

Zayn – Por acaso até estou com sono. A sério que não te importas?

Filipa – Claro que não! Sentes-te confortável nessa posição?

Zayn – Sim sim… - melhor era impossível

***

 - O Zayn dorme que nem um anjinho… - comecei a ouvir qualquer coisa mas não percebi quem é que falava. Uma aragem de ar fresco foi contra a minha cara – vês Filipa, ele dorme! Conta lá… - finalmente tinha percebido de quem era a voz, era a Matilde – Já toda a gente percebeu que gostas do Zayn… - ia abrir os olhos mas acabei por não o fazer assim que ouvi aquela frase. Sabia que não o deveria fazer, era muito feio estar a ouvir as conversas mas não resisti. Queria saber a reposta dela, queria saber se sentia o mesmo que eu – …e não me olhes desse jeito. Eu conheço-te…

Filipa – Já te disse que não quero falar do assunto…

Matie – Lá por não falares do assunto não quer dizer que ele vai desaparecer mais rapidamente. Bem pelo contrário, cresce ainda mais…

Filipa – Tu és mesmo chata, chatinha!

Matie – Até parece! Só te quero ajudar, mais nada…então, apaixonada ou não? – os segundos seguintes pareceram autenticas horas, parecia que ela nunca mais falava.

Filipa – Se estar apaixonada significar que não o consigo tirar da minha cabeça, que sempre que ele se aproxima de mim sinto os meus joelhos tremer, uma sensação esquisita na barriga, arrepios sempre que me toca, que coro sempre que fala para mim, então sim, estou apaixonada! – não queria acreditar no que tinha ouvido. Ela gostava de mim…Naquele momento só me apeteceu beija-la, mostrar que também gosto dela. Mas acabei por não o fazer, assim saberia que estava a ouvir a conversa.

Matie – Eu sabia que gostavas dele! Tu nunca me enganaste…

Filipa – Isso fala alto! Diz mais alto que gosto dele!

Matie – Já te disse que ele continua a dormir…Voltando ao assunto, não estás a pensar dizer-lhe?

Filipa – Achas? Estás maluca ou quê? Se depender de mim ele nunca irá saber…

Matie – Não achas que ele tem o direito de saber? Quem sabe se ele também não gosta de ti…nunca saberás se não tentares!

Filipa – Matie não te iludas…não sou o tipo de rapariga que o Zayn gosta! Além disso tu sabes muito bem o que quero fazer depois do verão…

Matie – Sim sei. A viagem pelo mundo. Andaste a trabalhar para ganhar dinheiro para a viagem. E o que é que tem?

Filipa – O que é que tem? Tem tudo. Qual é a relação que sobrevive durante meses sem nos vermos? Eu não pretendo voltar para casa no final de um mês ou dois…para além de que ele tem a banda e também anda a viajar…

Matie – Melhor ainda. Em vez de ires sozinha, coisa que não me agrada nem um bocadinho, ias com eles. Viajavas á mesma mas no meio de uma banda…

Filipa – Por favor Matie. Que raio de ideia é essa? Assim é que a relação não resultava mesmo…a vermo-nos vinte e quatro sobre vinte e quatro horas era dose, ele fartava-se logo de mim…

Matie – Quando se ama não se farta!

Filipa – Com um feitio como o meu? Esquece, ele acabava comigo ao final de uma semana!

Matie – Deixa de ser negativista! Tenho a certeza que se ele disser que gosta de ti, tu não lhe consegues resistir!

Filipa – Consigo pois!

Matie – Claro que consegues…é por isso que ele está aqui a dormir ao pé de ti! Não consegues ficar longe dele…

Filipa – Nem me fales nisso! De vez enquanto passa uma aragem por aqui e o perfume dele vem diretamente para o meu nariz! Fico do tipo, WOW, só m apetece beija-lo! Ou então quando ele se mexe, ainda á pouco a mão dele foi parar em cima das minhas pernas, ia morrendo de vergonha!

Matie – Ahah…Queria ver se ele estivesse acordado…

Filipa – Morria na hora! Juro que não entendo o que sinto…

Matie – Porquê?

Filipa – Quando fomos sair, eu não sentia esta coisa esquisita, não tinha espasmos sempre que me toca! Depois houve um momento, não te sei dizer qual, que fez o clique…ficou tudo diferente…

Matie – É a velocidade do amor! Atinge-nos tão depressa que nem damos conta!

Filipa – A culpa é toda tua…

Matie – Minha?

Filipa – Sim tua! O nosso objetivo era vir para Londres mudar de ares, espairecer, ganhar energia…não para esbarrares contra um rapaz para te apaixonares, e muito menos ter quatro amigos lindos de morrer! Não bastava teres arranjado um só para ti? Não era preciso arranjar um para cada uma de nós!

Matie – Não tenho a culpa do Liam ser um desastrado com os pés e se ter esbarrado em mim…foi o destino!

Filipa – Que destino! Podias ter arranjado era uns que fossem anónimos e não membros de uma banda mundialmente conhecida!

Matie – Isso é verdade mas não posso fazer nada. No meu caso, embora já soubesse quem é que eles eram, não me apaixonei pelo Liam Payne, membro dos One Direction, mas sim pelo Liam, uma pessoa normal…Agora é só me habituar ao facto de ele ter milhares de fãs e de aparecer em revistas.

Filipa – Já viste que a partir do momento em que assumirem o vosso namoro já não vais poder sair como queres, vamos ter que ter sempre daqueles abutres atrás de nós…

Matie – Se for esse o preço a pagar para poder estar com o Liam, que seja! Só quero estar com ele. Vais ver que assim que disseres ao Zayn que gostas dele, as revistas, as fãs, tudo o resto não importa…

Filipa – Ai Zayn, estás a dar cabo do meu juízo…

Matie – Depois sou eu que o acordo…

Liam – O que é que vocês as duas estão para aqui a sussurrar?

Matie – Conversas de raparigas!

Liam – Ui, então não quero saber! Olha-me só para este a dormir, vou acorda-lo!

Filipa – Deixa-o estar! Ele está a dormir tão bem…não me está a incomodar nem nada.

Liam – Repete lá isso novamente?!

Matie – O cupido andou a fazer das suas…

Liam – Pois, estou a ver que sim! Não queres ir descansar amor?

Matie – Sim, vamos. Bem Filipa, vê se descansas e tenta não pensar que tens o Zayn mesmo aí ao teu lado!

Filipa – Que engraçadinha menina Matie! Liam, vê se pões juízo dentro da cabeça da tua namorada, ela está cada vez pior!

Liam – Eu gosto dela assim!

Filipa – Ai o amor…põe-nos tão cegos!

Matie – É não é? Dorme bem!

Ouvi uns passos, deviam ser eles a afastarem-se. Pouco tempo depois, senti alguém a mexer no meu cabelo, era ela. Passou com as pontas dos dedos pela minha testa e depois os lábios dela tocaram na mesma zona em que tinha passada os dedos. Sentia-me a pessoa feliz do mundo. Só me apetecia levantar e andar aos saltinhos. Parecia uma daquelas crianças no natal quando recebem os presentes.

Filipa – Dorme bem… - disse ela depois do beijo. Não consegui conter e um sorriso acabou por se formar nos meus lábios. Estava demasiado feliz. Acabei por “fechar os olhos” desta vez mesmo para adormecer.


***

Acordei com o habitual barulho de um hospital. Abri os olhos e estavam imensas pessoas naquela sala de espera. Mais do que a última vez que fechara os olhos. Os outros quatros continuavam a dormir. Levantei-me devagar para não acordar a Filipa mas, ou ela estava acordada ou então sou um desastre a levantar-me.

Zayn – Desculpa…não queria acordar-te!

Filipa – Já estava acordada. O barulho do hospital não me deixou dormir… - ela sorriu. Tinha o sorriso mais perfeito do mundo – então queres ir comer qualquer coisa? Estou um bocadinho faminta…

Zayn – Claro. Podemos ir lá fora…há um café mesmo aqui em frente com bom ambiente!

Filipa – Pode ser.

Zayn – Acordamo-los?

Filipa – Não me parece que eles queiram ser acordados. Estão muito bem agarradinhos uns aos outros!

Zayn – É também acho. Vamos?

Quando entramos no café, as poucas pessoas que estavam no local olharam para nós. Parecia que tinham visto aliens! Começaram a cochichar entre sim mas não percebi porquê. Chegamos junto do balcão e em cima deste estavam umas revistas. Assim que vi a capa logo percebi o porquê daquele borburinho todo.

Filipa – A nova conquista do bad boy dos One Direction Zayn Malik! – ela tinha acabado de ler o titulo da revista. Olhei para ela, não sabia o que dizer – bem, podia ter sido pior. – vi-a pegar na revista e foi-se sentar numa mesa vazia

Zayn – Tens a certeza que queres ler? – perguntei

Filipa – O pior que pode acontecer é dizerem que sou feia, gorda ou então interesseira. Mas fica descansado, o mais provável é rir-me disto! Bem, vamos lá ler isto…

Nesta quarta-feira, Zayn Malik, um dos membros da fomosa banda One Direction, foi encontrado a almoçar, num dos melhores restaurantes da cidade, na companhia duma bela rapariga. Pelo que podemos constatar estavam bastante íntimos e não faltaram sorrisos e gargalhadas em todo o almoço. A bela morena, ainda desconhecida, parece ter conquistado o coração de um dos rapazes mais apetecíveis em todo o mundo. Algumas fãs dos One Direction aproximaram-se do casal mas nem aí a rapariga tirou o sorriso. Será que a nova conquista vai aguentar a pressão mediática do namorado? Bem, é esperar para ver!

Filipa – Até não foi mau!

Zayn – Não foi mau? Foi péssimo! Já viste a maneira como falam de ti? Como se fosses apenas mais uma para me divertir…

Filipa – Eu sei que não és desses, não te precisas de justificar. Eu só não gosto do facto de dizerem que somos namorados…não quero ter as raparigas todas atrás de mim a desejarem-me mal!

Zayn – Desculpa…

Filipa – Não tens que pedir desculpa, a culpa não é tua. Agora se te afastares de mim por causa disto sou eu que dou cabo de ti!

Zayn – Por muito que quisesse já não consigo estar longe de ti… - só depois de falar é que me apercebi do que tinha dito. Acho que corei nesse mesmo instante. Ela apenas sorriu e eu também. Ficamos alguns segundos apenas a olhar um para o outro. Foi algo mesmo muito intenso, nunca tinha vivido nada igual.

Filipa – Acho melhor irmos embora porque as pessoas estão a olhar muito para nós – as pessoas pareciam que estavam á espera de presenciar alguma coisa. Era um bocado constrangedor.

Zayn – É. Também acho. Vamos?

Filipa – Sim!

Quando voltamos ao hospital já todos estavam acordados. Ao mesmo tempo que entrámos a Vera, o Harry e os pais dela também estavam a entrar na sala de espera. O pai dela vinha com cara de poucos amigos. O que será que vinha dalí? 




Finalmente o capitulo. Foi tirado a ferros. Eu não tive tempo para reler por isso se tiver alguns erros não liguem.
Vou tentar publicar o próximo amanha porque já tenho mais tempo.
Espero que tenham gostado...

Liis