terça-feira, 13 de março de 2012

Capitulo 31




(Matilde)

Depois de vermos o Miguel a sair com o pai e a mãe da Vera do hospital, nunca mais voltaram. Nem sabia o que pensar sobre aquela situação. Eles tinham saído com uma cara bastante séria. A mãe da Vera apenas nos disse que tinham os problemas para resolverem mas que amanhã de manhã estariam no hospital. Realmente estava a achar toda aquela situação demasiado estranha. E para não bastar o Harry também não vinha. Não é que não quisesse que ele ficasse lá mas também a queria ver. Entretanto o tempo foi passando e o sono foi-se começando a apoderar-se aos poucos do meu corpo.

Olhei para os lados e vi que os restantes também já estavam todos mais virados para o sono do que para estarem acordados. O Liam divertia-se a mexer no meu cabelo, ou melhor, andava á procura de mais cabelos louros. Desde que tinha encontrado um cabelo louro no meio do meu cabelo ruivo que não descansava até encontrar outro…

Matie – Será que os teus pais vão gostar de mim? – perguntei-lhe. Depois de toda aquela história da Vera pus-me a pensar. Não sabia como é que os meus pais iriam reagir assim que o apresentar, e muito menos os pais dele.

Liam – Mas que história é essa?

Matie – Não quero que os nossos pais descubram a nossa relação por uma revista, ao mesmo tempo que o mundo inteiro percebes? Para além de não saber se os teus pais vão gostar de mim…

Liam – Achas mesmo que os meus pais não vão gostar de ti? Quando me virem que estou completamente apaixonado e feliz, eles vão-te achar logo um anjo! Quanto ás revistas, também concordo contigo. É um bocado chato descobrirem por outros meios.

Matie – Mesmo assim…eles podem não gostar de mim! Podem achar que não sou suficiente para ti…

Liam – Acho que estes ares do hospital estão a fazer-te muito mal mesmo. Não precisas de ficar insegura porque eu nunca te irei deixar mesmo que eles não gostem de ti. Embora seja impossível alguém não gostar de ti…

Matie – Estás a falar a sério?

Liam – Como nunca falei na vida! Nunca te vou deixar…  

Depois do Liam me ter dado mais alguns miminhos reparei que a Joana tinha adormecido com a cabeça em cima das pernas do Niall. Ele olhava-a de uma forma tão carinhosa e fofa enquanto passava as mãos pelos cabelos dela. Achei um mimo!

Matie – Oh! Tão fofo que é o Niall… - o Liam que ainda se encontrava entretido á procura dos cabelos louros olhou para mim com um ar bastante sério

Liam – Eu é que devia ser a única pessoa fofa da tua vida… - sussurrou-me ao ouvido. Ele tinha o condão de me deixar completamente arrepiada sempre que me dizia qualquer coisa ao ouvido

Matie – Eu também gostaria que não houvesse milhares de fãs a gritarem que te amam mas mesmo assim sobrevivo!

Liam – Mas é só a tua voz que faz despertar o meu coração. Até poderias estar no meio de uma multidão aos berros, se gritasses o meu nome, reconhecer-te-ia de imediato.

Matie – Pois claro… - ao mesmo tempo que apanhava o meu cabelo com um elástico preto

Liam – Achas que não? – olhei para ele e sorri. Estava a começar a gostar daquela pequena brincadeira que estava a fazer

Matie – Diria que é impossível…ainda por cima a minha voz não é muito virada para os berros!

Liam – Sabes porque é que não é impossível? – ele tinha-me feito sentar no seu colo, fitei-o e respondi

Matie – Diz lá! – encostei a minha testa á dele sem nunca desviar o olhar. Aquele olhar fascinava-me, preenchia-me por completo.

Liam – Porque eu nunca perco o meu coração de vista, sei sempre onde é que ele está!

Matie – A sério?

Liam – Sim! Tu és o meu coração e o meu corpo não vive sem ti… - rematou com um beijo apaixonado. As mãos dele que estavam bem firmes na minha cintura voaram num ápice para os meus glúteos apertando-os – Au! – com aquela ousadia sem querer tinha trincado o lábio inferior

Matie – Para a próxima não te estiques, estamos num hospital!

Liam – Podias ter dito apenas…não era preciso magoares-me…

Matie – Que piegas… - passei o polegar no sitio aonde tinha mordido sem querer e depois dei um beijo nessa mesma zona – melhor?

Liam – Nem imaginas o quanto… - encostei a minha cabeça ao ombro do Liam enquanto os braços dele rodeavam a minha cintura. Deixei-me ficar assim uns largos minutos até que decidi ir-me meter com o Niall.

Fui tirar uma foto daquele momento entre a Joana e o Niall para que ela não me viesse com as histórias do costume de que estava a sonhar. O Niall estava tão concentrado a olhar para a Joana que nem reparou no flash do meu telemóvel. Estalei os dedos literalmente em frente á cara dele para ter a atenção dele.

Matie – Como eu te compreendo Niall…ela parece mesmo um anjo quando está a dormir… - acho que nunca tinha visto o Niall tão corado como naquele momento, se ele tivesse um buraco para se esconder já o tinha feito – Não acredito que fiz o Niall Horan corar! Estou tão feliz…

Niall – Matie! Por favor não digas uma coisa dessas…

Matie – Ahaha! Não te preocupes que não digo á Joana que estás apaixonado por ela… - há medida que falava ele ia ficando ainda mais vermelho – acho melhor calar-me antes que te dê um ataque!

Niall – Eu não estou apaixonado… - quando ele acabou de proferir aquela frase olhou para a Joana que continuava a dormir que nem um anjo, e sorriu.

Liam – Claro que não meu! Não se nota nem nada… - Niall quase que fuzilava com o olhar o Liam – deves pensar que não te conheço! Mas se quiseres continuar a negar o evidente, força aí!

Niall – Deixem-me estar… - Acabei por não dizer mais nada e deixei o Niall continuar a contemplar a Joana


(Zayn)

Reparei que a Filipa estava sentada num canto da sala a ler uma revista com a cabeça encostada à parede. Estava tão cansado que precisava de algo para apoiar a minha cabeça para não cair para o lado. Sentei-me ao lado dela, quando o fiz parou de folhear as páginas e olhou para mim. Sorriu. Algo bem forte invadiu o meu corpo, nunca tinha sentido tal coisa. Tinha os joelhos a tremer, o coração a palpitar fortemente e uma sensação esquisita na barriga que não sabia bem explicar. Estava completamente vidrado naquele olhar. Era como se o mundo tivesse parado, nada mais passava na mente apenas ela. Não consegui desviar o olhar até que uma mexa de cabelo preto dela acaba por ir para a frente dos olhos. Não consegui resistir ao impulso de o desviar. Assim que a ponta dos meus dedos tocou na face dela senti-a estremecer. Retirei de imediato a mão e ela voltou a ler a revista com as maças do rosto um pouco mais vermelhas do que o habitual.

Acabei, meio a medo, por encostar a cabeça no ombro da Filipa. Ela fez um movimento rápido o que me fez levantar a cabeça e observei-a. Tinha pegado em todo o cabelo e puxou-o até ao ombro oposto. Fez sinal de que poderia voltar a pôr a cabeça onde tinha. Encostei novamente a minha cabeça ao ombro dela. Conseguia sentir na perfeição o seu cheiro natural misturado com a fragância do perfume. Já sabia que era impossível esquecer aquele cheiro.

Zayn – Que estás a ler? – perguntei. Assim que fiz a pergunta sentia novamente a estremecer.

Filipa – Não estou a ler…estou apensas a ver as imagens! – respondeu após alguns segundos – podes dormir, não me importo – disse docemente. Acabei por sorrir, não sabia muito bem o que dizer

Zayn – Por acaso até estou com sono. A sério que não te importas?

Filipa – Claro que não! Sentes-te confortável nessa posição?

Zayn – Sim sim… - melhor era impossível

***

 - O Zayn dorme que nem um anjinho… - comecei a ouvir qualquer coisa mas não percebi quem é que falava. Uma aragem de ar fresco foi contra a minha cara – vês Filipa, ele dorme! Conta lá… - finalmente tinha percebido de quem era a voz, era a Matilde – Já toda a gente percebeu que gostas do Zayn… - ia abrir os olhos mas acabei por não o fazer assim que ouvi aquela frase. Sabia que não o deveria fazer, era muito feio estar a ouvir as conversas mas não resisti. Queria saber a reposta dela, queria saber se sentia o mesmo que eu – …e não me olhes desse jeito. Eu conheço-te…

Filipa – Já te disse que não quero falar do assunto…

Matie – Lá por não falares do assunto não quer dizer que ele vai desaparecer mais rapidamente. Bem pelo contrário, cresce ainda mais…

Filipa – Tu és mesmo chata, chatinha!

Matie – Até parece! Só te quero ajudar, mais nada…então, apaixonada ou não? – os segundos seguintes pareceram autenticas horas, parecia que ela nunca mais falava.

Filipa – Se estar apaixonada significar que não o consigo tirar da minha cabeça, que sempre que ele se aproxima de mim sinto os meus joelhos tremer, uma sensação esquisita na barriga, arrepios sempre que me toca, que coro sempre que fala para mim, então sim, estou apaixonada! – não queria acreditar no que tinha ouvido. Ela gostava de mim…Naquele momento só me apeteceu beija-la, mostrar que também gosto dela. Mas acabei por não o fazer, assim saberia que estava a ouvir a conversa.

Matie – Eu sabia que gostavas dele! Tu nunca me enganaste…

Filipa – Isso fala alto! Diz mais alto que gosto dele!

Matie – Já te disse que ele continua a dormir…Voltando ao assunto, não estás a pensar dizer-lhe?

Filipa – Achas? Estás maluca ou quê? Se depender de mim ele nunca irá saber…

Matie – Não achas que ele tem o direito de saber? Quem sabe se ele também não gosta de ti…nunca saberás se não tentares!

Filipa – Matie não te iludas…não sou o tipo de rapariga que o Zayn gosta! Além disso tu sabes muito bem o que quero fazer depois do verão…

Matie – Sim sei. A viagem pelo mundo. Andaste a trabalhar para ganhar dinheiro para a viagem. E o que é que tem?

Filipa – O que é que tem? Tem tudo. Qual é a relação que sobrevive durante meses sem nos vermos? Eu não pretendo voltar para casa no final de um mês ou dois…para além de que ele tem a banda e também anda a viajar…

Matie – Melhor ainda. Em vez de ires sozinha, coisa que não me agrada nem um bocadinho, ias com eles. Viajavas á mesma mas no meio de uma banda…

Filipa – Por favor Matie. Que raio de ideia é essa? Assim é que a relação não resultava mesmo…a vermo-nos vinte e quatro sobre vinte e quatro horas era dose, ele fartava-se logo de mim…

Matie – Quando se ama não se farta!

Filipa – Com um feitio como o meu? Esquece, ele acabava comigo ao final de uma semana!

Matie – Deixa de ser negativista! Tenho a certeza que se ele disser que gosta de ti, tu não lhe consegues resistir!

Filipa – Consigo pois!

Matie – Claro que consegues…é por isso que ele está aqui a dormir ao pé de ti! Não consegues ficar longe dele…

Filipa – Nem me fales nisso! De vez enquanto passa uma aragem por aqui e o perfume dele vem diretamente para o meu nariz! Fico do tipo, WOW, só m apetece beija-lo! Ou então quando ele se mexe, ainda á pouco a mão dele foi parar em cima das minhas pernas, ia morrendo de vergonha!

Matie – Ahah…Queria ver se ele estivesse acordado…

Filipa – Morria na hora! Juro que não entendo o que sinto…

Matie – Porquê?

Filipa – Quando fomos sair, eu não sentia esta coisa esquisita, não tinha espasmos sempre que me toca! Depois houve um momento, não te sei dizer qual, que fez o clique…ficou tudo diferente…

Matie – É a velocidade do amor! Atinge-nos tão depressa que nem damos conta!

Filipa – A culpa é toda tua…

Matie – Minha?

Filipa – Sim tua! O nosso objetivo era vir para Londres mudar de ares, espairecer, ganhar energia…não para esbarrares contra um rapaz para te apaixonares, e muito menos ter quatro amigos lindos de morrer! Não bastava teres arranjado um só para ti? Não era preciso arranjar um para cada uma de nós!

Matie – Não tenho a culpa do Liam ser um desastrado com os pés e se ter esbarrado em mim…foi o destino!

Filipa – Que destino! Podias ter arranjado era uns que fossem anónimos e não membros de uma banda mundialmente conhecida!

Matie – Isso é verdade mas não posso fazer nada. No meu caso, embora já soubesse quem é que eles eram, não me apaixonei pelo Liam Payne, membro dos One Direction, mas sim pelo Liam, uma pessoa normal…Agora é só me habituar ao facto de ele ter milhares de fãs e de aparecer em revistas.

Filipa – Já viste que a partir do momento em que assumirem o vosso namoro já não vais poder sair como queres, vamos ter que ter sempre daqueles abutres atrás de nós…

Matie – Se for esse o preço a pagar para poder estar com o Liam, que seja! Só quero estar com ele. Vais ver que assim que disseres ao Zayn que gostas dele, as revistas, as fãs, tudo o resto não importa…

Filipa – Ai Zayn, estás a dar cabo do meu juízo…

Matie – Depois sou eu que o acordo…

Liam – O que é que vocês as duas estão para aqui a sussurrar?

Matie – Conversas de raparigas!

Liam – Ui, então não quero saber! Olha-me só para este a dormir, vou acorda-lo!

Filipa – Deixa-o estar! Ele está a dormir tão bem…não me está a incomodar nem nada.

Liam – Repete lá isso novamente?!

Matie – O cupido andou a fazer das suas…

Liam – Pois, estou a ver que sim! Não queres ir descansar amor?

Matie – Sim, vamos. Bem Filipa, vê se descansas e tenta não pensar que tens o Zayn mesmo aí ao teu lado!

Filipa – Que engraçadinha menina Matie! Liam, vê se pões juízo dentro da cabeça da tua namorada, ela está cada vez pior!

Liam – Eu gosto dela assim!

Filipa – Ai o amor…põe-nos tão cegos!

Matie – É não é? Dorme bem!

Ouvi uns passos, deviam ser eles a afastarem-se. Pouco tempo depois, senti alguém a mexer no meu cabelo, era ela. Passou com as pontas dos dedos pela minha testa e depois os lábios dela tocaram na mesma zona em que tinha passada os dedos. Sentia-me a pessoa feliz do mundo. Só me apetecia levantar e andar aos saltinhos. Parecia uma daquelas crianças no natal quando recebem os presentes.

Filipa – Dorme bem… - disse ela depois do beijo. Não consegui conter e um sorriso acabou por se formar nos meus lábios. Estava demasiado feliz. Acabei por “fechar os olhos” desta vez mesmo para adormecer.


***

Acordei com o habitual barulho de um hospital. Abri os olhos e estavam imensas pessoas naquela sala de espera. Mais do que a última vez que fechara os olhos. Os outros quatros continuavam a dormir. Levantei-me devagar para não acordar a Filipa mas, ou ela estava acordada ou então sou um desastre a levantar-me.

Zayn – Desculpa…não queria acordar-te!

Filipa – Já estava acordada. O barulho do hospital não me deixou dormir… - ela sorriu. Tinha o sorriso mais perfeito do mundo – então queres ir comer qualquer coisa? Estou um bocadinho faminta…

Zayn – Claro. Podemos ir lá fora…há um café mesmo aqui em frente com bom ambiente!

Filipa – Pode ser.

Zayn – Acordamo-los?

Filipa – Não me parece que eles queiram ser acordados. Estão muito bem agarradinhos uns aos outros!

Zayn – É também acho. Vamos?

Quando entramos no café, as poucas pessoas que estavam no local olharam para nós. Parecia que tinham visto aliens! Começaram a cochichar entre sim mas não percebi porquê. Chegamos junto do balcão e em cima deste estavam umas revistas. Assim que vi a capa logo percebi o porquê daquele borburinho todo.

Filipa – A nova conquista do bad boy dos One Direction Zayn Malik! – ela tinha acabado de ler o titulo da revista. Olhei para ela, não sabia o que dizer – bem, podia ter sido pior. – vi-a pegar na revista e foi-se sentar numa mesa vazia

Zayn – Tens a certeza que queres ler? – perguntei

Filipa – O pior que pode acontecer é dizerem que sou feia, gorda ou então interesseira. Mas fica descansado, o mais provável é rir-me disto! Bem, vamos lá ler isto…

Nesta quarta-feira, Zayn Malik, um dos membros da fomosa banda One Direction, foi encontrado a almoçar, num dos melhores restaurantes da cidade, na companhia duma bela rapariga. Pelo que podemos constatar estavam bastante íntimos e não faltaram sorrisos e gargalhadas em todo o almoço. A bela morena, ainda desconhecida, parece ter conquistado o coração de um dos rapazes mais apetecíveis em todo o mundo. Algumas fãs dos One Direction aproximaram-se do casal mas nem aí a rapariga tirou o sorriso. Será que a nova conquista vai aguentar a pressão mediática do namorado? Bem, é esperar para ver!

Filipa – Até não foi mau!

Zayn – Não foi mau? Foi péssimo! Já viste a maneira como falam de ti? Como se fosses apenas mais uma para me divertir…

Filipa – Eu sei que não és desses, não te precisas de justificar. Eu só não gosto do facto de dizerem que somos namorados…não quero ter as raparigas todas atrás de mim a desejarem-me mal!

Zayn – Desculpa…

Filipa – Não tens que pedir desculpa, a culpa não é tua. Agora se te afastares de mim por causa disto sou eu que dou cabo de ti!

Zayn – Por muito que quisesse já não consigo estar longe de ti… - só depois de falar é que me apercebi do que tinha dito. Acho que corei nesse mesmo instante. Ela apenas sorriu e eu também. Ficamos alguns segundos apenas a olhar um para o outro. Foi algo mesmo muito intenso, nunca tinha vivido nada igual.

Filipa – Acho melhor irmos embora porque as pessoas estão a olhar muito para nós – as pessoas pareciam que estavam á espera de presenciar alguma coisa. Era um bocado constrangedor.

Zayn – É. Também acho. Vamos?

Filipa – Sim!

Quando voltamos ao hospital já todos estavam acordados. Ao mesmo tempo que entrámos a Vera, o Harry e os pais dela também estavam a entrar na sala de espera. O pai dela vinha com cara de poucos amigos. O que será que vinha dalí? 




Finalmente o capitulo. Foi tirado a ferros. Eu não tive tempo para reler por isso se tiver alguns erros não liguem.
Vou tentar publicar o próximo amanha porque já tenho mais tempo.
Espero que tenham gostado...

Liis

sábado, 10 de março de 2012

Sorry

Peço desculpa por ainda não ter publicado mas não tido tempo nenhum. Segunda feira tenho dois testes, um livro para apresentar, uma experiência a realizar e ainda tenho que dar treinos! Vou tentar publicar amanhã mas não sei se consigo porque ainda não escrevi sequer uma linha, tenho apenas o capitulo na minha cabeça...
Bem, tenho que ir estudar...desejem-me sorte para a minha segunda feira negra =(

Liis

quarta-feira, 7 de março de 2012

Capitulo 30





(Harry)

Abri a porta do quarto da Vera com o coração nas mãos. Tinha a cabeça feita em água sem saber o que fazer ou o que dizer. A porta fez um pouco de barulho, olhei em frente mas não havia sinais da cama, apenas de um cadeirão preto denotando na sua cor um pouco mais pálida, as pessoas que todos os dias passavam por aquele quarto e se sentavam à espera que rapidamente os seus entes queridos saíssem de lá.

Entrei de vez dentro do quarto e fechei a porta atrás de mim sem fazer muito barulho. Do meu lado esquerdo, encontrava finalmente a rapariga que tinha entrado na minha vida de uma forma tão repentina que parecia que andava ainda meio zonzo. Fiquei alguns segundos a contempla-la, ela estava com os olhos fechados. Devia estar bastante cansada. Cheguei-me para mais junto dela e pude ver melhor a sua expressão facial. Por muito que parecesse que estivesse tranquila, doía demasiado ver a minha namorada de há cerca de cinco horas a esta parte, deitada numa cama de hospital.

Aquele ambiente branco em demasia, ou aquele cheiro tão característico do hospital fazia-me pensar em que é que tinha errado para merecer tal coisa. Porque é que me tinham posto literalmente entre a espada e a parede. As palavras do pai dela viajavam freneticamente pela minha mente á procura de respostas, de soluções.

Como já estava um bocado cansado com tudo aquilo decidi mudar um pouco as coisas de sítio naquele quarto. Peguei no cadeirão com cuidado para não desmanchar nada e arrastei-o para o lado da cama. Ainda pensei porque é que não tinham nada ao lado da cama mas depressa arranjei algo para me sentar.   

Tomei atenção às máquinas a que Vera estava ligada para ter cuidado para não mexer em nada. Reparei que havia um botão, ou melhor, uma campainha de emergência. É para ser usada caso alguma coisa não esteja dentro da normalidade, embora não saiba muito bem qual seja essa normalidade.

Depois de alguns minutos a descobrir e a tentar perceber os mistérios da medicina, concentrei-me apenas na Vera. Nunca me tinha sentido tão impotente em toda a vida, não conseguir fazer nada para a tirar daquele lugar matava-me aos poucos. Após alguns minutos finalmente ganhei coragem para lhe tocar. Não conseguia perceber o porquê daquele medo, daquela estranheza que invadia o meu corpo.

A minha mão foi ao encontro da dela que estava desprotegida do lençol branco que cobria o resto do corpo. O meu corpo reagiu de imediato quando a minha pele tocou na dela de uma forma inexplicável. Só tinha a certeza de uma coisa, ela tinha posto a minha vida de pernas para o ar.

Ela continuava a dormir muito tranquila e não dava sinais de estar a sentir nada. Devia ter o sono mesmo muito pesado porque a mãe dela tinha saído a relativamente pouco tempo. Continuei a fazer algumas carícias agora pela face ao mesmo tempo que afastava uma mecha de cabelo que tinha ido para a frente dos olhos. As dúvida iam aumentado a cada segundo que passava e um aperto no coração começou a manifestar-se com o aproximar do fim do tempo para a minha decisão. Não conseguia decidir. Por um lado não queria que ela se fosse embora, precisava de estar ao pé dela, de a sentir, de ouvir aquela voz que ecoava deliciosamente nos meus ouvidos, do seu cheiro tão característico e que podia reconhecer em qualquer lado. Tudo isto parece-me uma loucura, mas é a mais pura das verdades. Por outro, ser o causador de separar uma família não está propriamente inserida nas coisas que gostaria de fazer. A família é um nem precioso que temos e não lhe queria tirar isso por muito que não concordasse com algumas coisas.

Num acto repentino de desespero, elevei as mãos á cabeça enfiando os dedos nos meus inúmeros caracóis. Suspirei violentamente tentando tirar toda aquela angústia para fora.

Vera – Harry? – assim que ouvi aquela voz tão característica um sorriso enorme formou-se nos meus lábios. Um calor estranho envolveu o meu coração – estás bem? – retirei as minhas mãos da cabeça e depressa agarrei a sua mão

Harry – Sim sim…desculpa se te acordei – respondi com o coração a mil – Não era a minha intenção… - tentei desculpar-me

Vera – Não faz mal Harry! Tem calma… - o sorriso dela era contagiante, transmitia-me uma paz enorme

Harry – Como é que estás amor? – perguntei ao mesmo tempo que passava os meus dedos pelos seus longos cabelos castanhos. Perdia-me em pensamentos sempre que fitava aqueles olhos lindos.

Vera – Estou bem. Ou melhor, agora estou muito bem mesmo com a companhia! – estava radiante. Por momentos esqueci-me do local aonde estávamos e os problemas que estavam a atormentar a minha pobre cabeça

Harry – Claro que sim…a minha companhia é sempre boa! – consegui tirar-lhe um enorme sorriso  – agora fora de brincadeiras, estás mesmo bem? Sentes alguma dor ou algo parecido?

Vera – Estou a falar a sério, não me dói nada. Só estou um bocado cansada, foi por isso que me encontraste a dormir. Para além de ainda estar á espera do meu jantar…

Harry – Ainda não comeste?

Vera – Não. A enfermeira esteve aqui e disse que já me traz a comida embora não tenha muita fome…

Harry – Tens que te obrigar a comer senão tens que ficar aqui nesta cama mais tempo…tens que te alimentar em condições! – estava logicamente preocupado com ela. Ela tinha que comer para conseguir ter forças para amanhã poder ter alta. Aqueles minutos sem me lembrar dos problemas souberam-me a pouco pois rapidamente me lembrei deles.

Vera – Agora parecias a minha mãe! – tentei não mostrar a minha angustia interior para não a preocupar e por ainda não saber o que fazer. Naquele momento só queria aproveitar o tempo para estar com ela – até tens os caracóis da minha mãe!

Harry – É mas os meus caracóis são mais bonitos… - respondi e de seguida fiz um movimento com a cabeça colocando todos os caracóis no sitio, o que lhe provocou o riso

Vera – Ai amor, essa aragem matou-me! Mas mesmo assim podes voltar a fazer, ficas sexy!   

Harry – Ahah! Só mesmo tu… - levantei-me do cadeirão preto e inclinei o meu corpo sobre o dela sem lhe tocar para não a magoar. Juntei os meus lábios aos dela, algo que tanto desejava e que foi inteiramente correspondido. Uma das suas mãos viajou até aos meus cabelos, acariciando-os carinhosamente. Quebramos o beijo com repenicados e com um enorme sorriso nos lábios – Amo-te! – disse-o praticamente sem pensar, foi automático. Era o que sentia naquele momento.

Vera – Eu também te amo! – dito por ela ainda parecia mais maravilhoso. Estava a viver um autêntico sonho. Voltamos a unir os lábios mas desta vez fomos interrompidos por alguém a bater á porta – Entre… - uma enfermeira entrou dentro do quarto com um carrinho e em cima dele um tabuleiro com comida. Voltei a sentar-me no cadeirão.

Enfermeira – Pronta para comer menina Vera? – perguntou mas Vera não estava lá muito contente por comer

Vera – Se tiver que ser….

Harry – Tem mesmo que ser amor. Se não comeres ficas ainda mais fraca e depois não podes sair daqui… - reparei que a enfermeira ficou a olhar para o lugar aonde devia estar o cadeirão e depois olhou em volta. Quando viu que o tinha mudado sorriu.

Enfermeira – Já vi que o senhor andou a fazer aqui umas mudançazinhas no quarto!

Harry – Como estava um pouco cansado decidi trazer o cadeirão para aqui. Quando sair, prometo voltar a por tudo no sítio.

Enfermeira – É bom que o ponha no lugar. Bem menina Vera, quando acabar o jantar basta tocar á campainha que eu venho buscar o tabuleiro pode ser?

Vera – Claro que sim.

A enfermeira acabou por sair do quarto por isso levantei-me e fui buscar o tabuleiro com a refeição para a Vera. Ela levantou-se e encostou-se na cabeceira da cama para eu poder colocar o tabuleiro nas suas pernas. Quando viu a comida fez uma cara feia bastante engraçada.

Vera – Eu não quero comer isto! – ao mesmo tempo que fazia afastava o prato – como querem que eu fique melhor com esta mixórdia?

Harry – Não digas isso, até tem bom aspeto! – realmente aquela comida não tinha lá grande aspecto mas não lho podia dizer senão é que não comia mesmo

Vera – Pois claro. Não és tu que comes, sou eu! – ela pegou no garfo e mexeu naquilo fazendo cara feia fazendo-me rir – não te rias da desgraça alheia! É muito feio…

Harry – Oh amor, fizeste uma cara bastante engraçada que não me consegui controlar.

Vera – Eu não gosto disto Harry. Não gosto desta coisa verde que nem sei o nome…

Harry – São brócolos…

Vera – Não gosto disso. Também não gosto de peixe cozido ou seja o que for isto…só gosto do arroz.

Harry – Não podes passar só com arroz, Vera.

Vera – Podias ser um amor e ias-me buscar uma sandes para eu comer… - ela fez um olhar quase irrecusável mas não podia ceder. Ela tinha que comer o que tinha no prato.

Harry – Tu sabes que eu não te resisto mas neste caso não o posso fazer. Tens de comer tudinho…

Vera – Oh, não gosto mais de ti! – ela tentou fazer cara séria mas não aguentou muito tempo – se tem que ser, vamos a isto. Quando mais depressa melhor…

Harry – Assim é que se fala… - ela pegou no garfo e pôs um bocado de comida levando-a á boca. A cara que fez quando pôs na boca foi demasiado engraçada para me conseguir controlar, parecia que estava intragável.

Vera – Isto não tem sal nenhum e sabe muito mal mesmo.

Harry – Isso é psicológico. Fecha os olhos e engole logo, nem sentes o sabor.

Vera – Opah. Eu vou ficar ainda mais doente com isto…come tu Harry!

Harry – Não sou eu que estou numa cama de hospital mas sim tu…

Vera – A vida é mesmo injusta!

Depois de mais alguns entraves criados pela Vera para não comer lá consegui convence-la a comer tudo. Foi um autêntico sacrilégio vê-la comer, não estava a gostar mesmo do que comia. Quando acabou bebeu dois copos de água e um pão. Assim que terminou ela tocou á campainha e eu fui pôr o tabuleiro no carrinho. A enfermeira não demorou muito tempo a chegar e levou tudo. A Vera voltou-se a deitar na cama e pôs-se de lado para me ver melhor.

Vera – Sabes uma coisa, és lindo…

Harry – Não tanto como tu…

Vera – Por amor á santa, eu devo estar com uma cara de meter medo ao susto!

Harry – Não estás nada…és linda em qualquer situação.

Vera – Não sabia que agora também eras mentiroso…

Harry – Realista! Sou realista…

Vera – Pronto. Ganhaste! Olha, tenho mais uma coisa para te dizer muito importante!

Harry – Diz…

Vera – É sobre o meu pai! – quando ela disse aquilo nem queria acreditar. Andava a fugir do assunto do pai dela pois ainda não tinha decidido nada – Estou bastante contente com ele… - ela estava mesmo radiante a falar do pai, nem parecia da mesma forma quando me contou sobre o casamento – eu pensava que ele vinha para discutir ou assim mas não. Quando lhe contei que namorávamos ele não fez nenhum escândalo, embora também não tenha feito uma festa. Mas disse que ia reconsiderar, e isso é excelente!

Devia estar com uma cara de parvo a olhar para ela. Como é que o pai dela teve a coragem de fazer parecer que estava tudo bem enquanto que na realidade estava mal. A conversa que teve comigo não mostrou qualquer tentativa de considerar seja o que for. Como é que agora podia dizer-lhe seja o que for sabendo que iria estragar esta nova imagem do pai? Ela estava tão radiante, não conseguia acabar com a alegria dela, era desumano demais.

Vera – Acho que grandes hipóteses de ele nos deixar em paz e deixar-me ficar aqui! Não é ótimo amor? – Digo, não digo, digo, não digo, digo, não digo…a minha cabeça parecia que ia explodir a qualquer momento – estás a ouvir-me Harry?

Harry – Sim, perfeitamente!

Vera – Ele disse que ia falar contigo, já o fez?

Olhei para ela. Não conseguia tomar a decisão de uma vida em espaço de segundos. Tinha o coração demasiado apertado e batia freneticamente, parecia que ia saltar do peito. Baixei o olhar e tentei pensar nalguma coisa rapidamente para desviar aquele assunto. Definitivamente não estava preparado para aquilo.

Vera – Ok, pela tua cara já vi que não correu muito bem… - olhei de novo para ela e a expressão facial tinha mudado drasticamente

Harry – Não não! Ele ainda não veio falar comigo…

Vera – A sério? Que estranho, ele disse que ia falar contigo!

Harry – Pois mas não veio. Se calhar andou á minha procura quando fui buscar o jantar para nós, deve ter sido isso…Quando lá cheguei á sala vim logo para aqui e nem nos cruzamos.

Vera – Oh, deve ter sido isso então! – reparei que ela já mal conseguia manter os olhos abertos, devias estar bastante cansada.

Harry – Não achas que é melhor descansares? Dorme um pouco…

Vera – Se calhar é melhor, já não consigo segurar as pálpebras durante muito mais tempo!

Harry – Eu tenho sempre razão amor! Queres um beijo antes de adormeceres?

Vera – Queria era muitos e não só um mas pelos visto tenho um namorado forreta e não sabia…

Harry – Está descansada que eu nunca me canso de te beijar, dou-te todos os que quiseres!

Vera – Ainda bem…

Depois de muitos beijos, ela fechou os olhos e adormeceu rapidamente. Estava realmente cansada e não era só ela. Eu também estava exausto. Coloquei a minha cabeça em cima da cama no intuito de apenas descansar um pouco a vista mas também fui absorvido pelo sono e acabei por adormecer de mãos dadas com ela.


***

 - Harry! – ouvia bem lá no fundo alguém a chamar-me mas não liguei – Harry acorda! – aquela voz parecia cada vez mais perto e mais incomodativa com o passar do tempo – Harry! – finalmente despertei. Olhei em meu redor ainda meio espavorido por causa da maneira que me tinha acordado. Tinha adormecido agarrado á Vera e nem tinha percebido – Harry! – aquela voz era mesmo desagradável. Olhei para o meu lado esquerdo e a última pessoa que esperava ver ali apareceu.

Harry – Miguel? – disse ao mesmo tempo que esfregava os olhos para ficar bem desperto. Se não fosse a Vera a remexer-se na cama nem me tinha apercebido que tinha falado um pouco alto demais – o que queres?

Miguel – Para além de queres ver a minha noiva, nada mais! – só me faltava aquele para me moer o juízo. Era mesmo a cereja no topo do bolo não haja dúvida. Não estava mesmo com paciência para discutir com ele.

Harry – Olha, não estou com disposição para discutir contigo pode ser? Por isso se não te importares muito, sai do quarto… 

Miguel – Para quem não está com disposição para discutir estás bem encaminhado! Como sou eu que não me discutir não vou responder sequer ao que me pediste para fazer – não estava a gostar nada daquilo, já me estava a começar a irritar aquele tom de voz – Vim aqui porque preciso de falar contigo!

Harry – Não sei que assunto é que temos para falar…

Miguel – Olha embora eu não queira que tivéssemos, temos algo em comum, a Vera! É dela que preciso falar contigo…

Harry – Muito bem, tens a minha atenção. O que pretendes falar?

Miguel – Se não te importasses, preferia que fosse lá fora para não incomodar a Vera. Se falarmos aqui ela pode acordar…

Harry – Claro. Vamos lá… - larguei a mão da Vera com o máximo cuidado para não a acordar e saímos os dois do quarto – pronto. Já podes falar…

Miguel – Bem, estás com a pressa toda.

Harry – Eu é que não quero passar muito tempo contigo! Por isso se não te importas vai diretamente ao assunto de uma vez por todas!

Miguel – Ok. Já vi que não dá para termos uma conversa minimamente civilizada por isso vou direto ao assunto…

Harry – Já devias ter ido…

Miguel – Se não me tiveres sempre a interromper pode ser que consiga – acabei por não dizer mais nada até ele acabar. Se ele não queria que o interrompesse, não o iria faze-lo – bem, começando. Presumo que a conversa entre ti e o pai da Vera não tenha corrido muito bem…

Harry – Não creio que tenhas alguma coisa a ver com isso. Avança com a conversa…

Miguel – Pelo tom de voz que falaste já vi que não correu bem como suspeitava…

Harry – Se vens aqui para me dizeres que tens todo o apoio do pai da Vera não precisas de o dizer pois já o sei. O pai dela fez questão de deixar isso bem claro…

Miguel – Eu sei. Mas é disso mesmo que preciso falar contigo. Sobre o pai dela, sobre o casamento, sobre a minha situação e principalmente sobre a tua situação no meio disto tudo.

Harry – Eu gosto da Vera, muito mesmo. Quero lutar por ela, se tiver que passar por ti é isso que farei!

Miguel – Está descansado que não será preciso isso porque não te vou facilitar a vida…

Harry – Como assim? Não estou a perceber?

Miguel – Em primeiro lugar quero deixar aqui bem presente que eu também gosto mesmo muito da Vera e o que vou fazer vai-me custar bastante, mais do que possas imaginar!

Harry – Estou a ouvir…

Miguel – Vou dizer ao pai da Vera que o casamento acabou, que não me quero casar! – fiquei perplexo. Não estava a acreditar no que estava a ouvir.

Harry – O que queres em troca? De certeza que não vais fazer isso sem fazeres alguma exigência!

Miguel – Não quero nada.

Harry – Definitivamente não estou a perceber nada!

Miguel – Eu explico. As raparigas vieram falar comigo, a Filipa e a Joana, e disseram-me que a Vera estava apaixonada por ti. Que ela estava mesmo bastante feliz contigo e que eu só estou a prejudicar. Elas pediram-me para ir falar com o pai da Vera e acabar tudo. Essa era a única solução para que ela ficasse aqui em Londres contigo…

Harry – Espera. Deixa ver se percebi. Tu vais acabar com o casamento para que ela fique comigo? Tu não gostas dela?

Miguel – Se eu não gostasse não o faria, podes ter a certeza. Sempre gostei dela mas ver-vos à pouco juntos fez-me perceber que ela nunca me olhou daquela maneira, que nunca se tinha sentido assim tão feliz. Por muito que me custe, se afastar for a solução é isso que farei! – nem sabia se haveria de ficar feliz ou de desconfiar de tudo o que me estava a dizer. Era bom demais para ser verdade…

Harry – Sinceramente nem sei o que te dizer…como podes imaginar não estou propriamente triste…

Miguel – Pois imagino. Bem, quero-te deixar mais um aviso. Se por acaso sonho que fizeste a Vera sofrer podes ter a certeza que não ficas vivo para contar a história ouviste bem?

Harry – Perfeitamente. No que depender de mim nunca irá acontecer…

Miguel – Ainda bem!

Harry – Já falaste com o pai dela?

Miguel – Ainda não. Vou falar a seguir, primeiro queria contigo primeiro…

Harry – Obrigada por tudo o que estás a fazer!

Miguel – Não precisas de agradecer…faço tudo pela Vera!

Ele acabou por se ir embora e eu voltei para dentro do quarto. Naquele momento não havia nada que estragasse a minha enorme felicidade!




Espero que tenham gostado.
Muito obrigado pelos comentários, eles são sempre bastante importantes!

Liis