quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Informação

Boa noite

Infelizmente a noticia que vos venho trazer não é a melhor, não vou conseguir publicar hoje o novo capitulo. Tentei fazer os possíveis para o ter pronto mas os testes estão a dar-me imensas dores de cabeça. Tanto amanhã como na sexta feira tenho testes importantes que preciso de tirar boa nota. Espero que compreendam...
Para vos compensar posso-vos dizer que no próximo capitulo vai haver bastante confusão e alguém vai sair bastante magoado da história!
Mais uma vez, desculpem por não publicar!

Liis

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Capitulo 24



(Vera)

A minha cabeça estava mesmo pesada. Parecia que estava ressacada ou algo do género. Doía-me imenso também o corpo, estava mesmo engripada para desespero meu. Odiava estar doente porque a Matilde era pior que a minha empregada a perguntar se preciso de alguma coisa! Encostei-me na cabeceira da cama quando a Joana saiu para falar com o Harry.

Matie – Deita-te Vera – disse-me logo com aquela expressão de mãe preocupada que me deixava feliz – se não te deitas levo-te ao hospital! – cedi ao seu pedido pois não queria ir ao hospital. 

Deitei-me novamente e fechei os olhos. Cada vez que o fazia a imagem do beijo ao Harry aparecia nítida na minha mente. Mas não era só a imagem, era o sentimento também, o desejo, o medo e depois o colapso. Aquele silencio horripilante depois de lhe contar tudo sobrepunha ao que tinha sentido antes, o beijo. A dor era tão grande quando se é rejeitada. Quando se ganha coragem, pela primeira vez, para contar algo que nos assombra esperando um gesto de conforto, uma palavra que nos anime e que nos faça esquecer o passado, e depois não é isso que acontece, sentimo-nos vazios! Sem alma e sem vontade de querer mudar o presente. 

Matie – o que é que estás a pensar amor?

Vera – Estou a pensar que o Harry me faz muito mal…


Matie – Não estou a perceber…

Vera – Estou assim porque apanhei chuva mas só fui para debaixo dela porque estou apaixonada pelo Harry e deixei-me levar pelo coração! Por isso, por lógica, estou doente por amor!

Matie – Acho que doente por amor não se fica! Pelo menos acho que a palavra “doente” é de sentido negativo e quando estamos apaixonados, o amor é tudo menos negativo. Vejo o amor como se fosse uma droga, precisamos constantemente dela, dependemos dela para sermos felizes.

Vera – O problema é quando precisamos da droga e não a podemos ter que é o meu caso.

Matie – Ele não te disse que gostava de ti?

Vera – E depois? Vai durar dois meses ou menos e depois volto para Portugal para preparar o magnifico casamento! Não consigo estar numa relação que já tem prazo de validade…

Matie – Como é que já sabes que tem prazo de validade?

Vera – Olha se não tivesse o Harry teria tido alguma reação depois do que lhe contei! Ela apenas permaneceu em silêncio e devia estar a pensar numa maneira simpática para me dizer que tudo tinha acabado mesmo antes de ter começado!

Matie – Olha, eu não quero defender o Harry porque já sabes o que penso. Custa-me imenso ver-te assim a sofrer desta maneira sem poder fazer nada em concreto! Por muito que me custe pensar desta maneira, o Harry podia estar em choque! Eu fiquei em choque quando soube…

Vera – Mas abraçaste-me! Estavas em choque mas o teu gesto valeu por mil e uma palavras. Agora o silencio não!

Matie – Até podes ter razão mas todos nós reagimos de maneira diferente. Viste a reação da Carla, ela até se riu e a Joana só chorava! Temos maneiras diferentes de lidar com os problemas e por vezes achamos que reagimos de uma certa maneira e no final fazemos o oposto!

Vera – Mesmo assim! Precisava de um sinal dele em como me apoiava…ele nem olhou para mim Matilde. Nem olhou! Como é que queres que acredite que há mais alguma coisa para além de uma enorme desilusão…

Matie – Tu sabes que não posso responder a isso! Só ele pode! E por muito que me custe e a ti, vocês têm que falar!

Vera – Só se for para lhe dizer é melhor sermos só amigos!

Matie – Tens a certeza disso? O que é que vais fazer a esse sentimento que te faz arrepiar sempre que olhas para ele? O que é que vais fazer quando ele te tocar na mão fazendo-te desejar que o corpo dele se junto ao teu? Diz-me, o que fazes? E não me venhas com a história de que não é isso que sentes!

Vera – O tempo cura tudo…

Matie – E que tempo é esse que, quando amamos alguém, se transforma numa eternidade?

Vera – Não compliques, por favor, Matie!

Matie – Eu não estou a complicar Vera. Quando voltei para Portugal chateada com o Liam foi a pior decisão que tomei porque me fez sofrer como nunca pensei. Só o facto de pensar que quando chegasse ele não me telefonaria a perguntar se o voo tinha corrido bem, ou para me dizer que já faltava menos um bocadinho para voltarmos a estar juntos, ou para simplesmente ouvir a minha respiração! Eu fechei a porta ao Liam naquele dia e se ele não tivesse aparecido ainda estaria lá a chorar porque não tinha coragem de lhe dizer o quanto precisava dele.

Vera – Matilde…

Matie – E quando estás a dizer que só queres ser amiga do Harry estás a fechar essa porta! Vais sofrer ainda mais, e eu sei do que falo. Como já disse, não defendo o Harry, mas acho que mentires a ti própria e a ele, porque tu ainda não sabes o que realmente ele sente porque fugiste…

Vera – Lá tinha que vir o raspanete…tu já não o fizeste? Quando voltaste para Portugal também fugiste, porque é que hei-de ser diferente?

Matie – Porque eu não quero que cometas os mesmos erros que eu. Eu não vou estar aqui a falar das coisas que não deves fazer quando não me ouves. Vera, faz o que quiseres…

Vera – Isso! Vira-te contra mim…já só faltava isso! Vai-te embora ter com o teu queridinho…

Matie – Estás a ser muito injusta Vera! Eu estou aqui a tentar ajudar-te…eu não te quero obrigar a tomar decisões quando não as queres! Tu sabes que eu te apoio incondicionalmente e é o que vou fazer…sempre!

Vera – Então ajuda-me! Eu não sei o que fazer…estou confusa!

Matie – Eu sei que é lamechas e raramente o digo mas dadas as circunstancias, é o melhor…

Vera – E o que é?

Matie – Ouve o teu coração e segue o caminho que ele te indica sem pestanejar…

Vera – Uau! Que coisinha lamechas mesmo…ahah! Obrigada coisa boa! – ia-me levantar para lhe dar um abraço mas ela não deixou

Matie – Não não! Eu não quero ficar doente…

Vera – Eu a ser querida, a querer dar-te um beijo e um abraço e tu a fugires de mim! És mesmo má!

Matie – Só ás vezes… - ela ficou a olhar para mim e depois inclinou-se sobre mim e abraçou-me – sabes que te adoro não sabes? – sussurrou-me ao ouvido

Vera – Eu também de adoro coisa boa! Obrigada pela paciência e por me tentares enfiar alguma coisa nesta minha cabeça dura…

Matie – É para alguma coisa que somos amigas, é para te dar na cabeça quando precisas e muitos miminhos quando mereces! - entretanto a Joana tinha entrado dentro do carro novamente – então Jo? – a Joana fez sinal para a Matilde se levantar para eu não ouvir a conversa

Entre elas:

Joana – Como é que ela está?

Matie – Mais ou menos…tentei faze-la ver que o melhor é mesmo falar com ele primeiro e só depois tirar as conclusões. Mas sabes como é que ela é…não ouve ninguém! E o Harry?

Joana – Para esses lados também não está fácil. Pelo menos uma coisa ele garantiu, gosta da Vera e não é só por três meses!

Matie – Espero que eles se entendam!

Joana – Então vamos deixar a Vera a sós com o Harry – olhei para a Joana á espera que ela me contasse alguma coisa – e não me olhes assim ó doentinha! Fala com calma e vais ver que tudo se resolve!

Vera – Vocês são mesmo terríveis! E se eu não quiser falar com ele, quem é que me obriga?

Harry – Eu! – o Harry tinha acabado de abrir a porta e rapidamente entrou no quarto sem me dar espaço para o expulsar – meninas deixam-me a sós com ela?

Matie – Claro!

Vera – Meninas! – supliquei que elas me dessem a solução para aquele problema

Joana – Até já!

Elas saíram do quarto e ficamos apenas nós dois. Ele sentou-se na beira da cama o que me fez encolher as pernas e fitou-me. Durante vários minutos foi a única coisa que fez. O olhar intenso dele fazia-me arrepiar e ao mesmo tempo deseja-lo como nunca tinha sentido. Tudo em mim mudava com a presença dele, até a minha pele mudava, estava quase sempre pele de galinha principalmente quando me tocava. Como é que é possível haver uma pessoa que nos faz sentir tantas coisas ao mesmo tempo e com a máxima intensidade? Como é que se explica que os batimentos do coração tão depressa estão numa alta intensidade como no mesmo instante parece que está parado? Não sei explicar…simplesmente sinto! O Harry estava no fundo da minha cama e de um momento para o outro levantou-se e sentou-se mais perto de mim, aonde tinha estado a Matilde. Novamente, a proximidade do corpo dele junto de mim, fez reações estranhas por todo o meu corpo. Desde um formigueiro no estomago até ao ritmo descompassado do coração. Ele tocou com as costas da mão na minha testa, inconscientemente fechei os olhos, como se tivesse a captar uma energia vinda do corpo dele. Ele olhou para o relógio e finalmente falou

Harry – Acho que está na hora de tomares os comprimidos! – ele tirou da caixa, que estava em cima da mesinha de cabeceira, um comprido e deu-me para a mão enquanto com a outra mão ia buscar o copo de água que também se encontrava na mesinha de cabeceira. Levantei-me ligeiramente e engoli o comprimido com a ajuda da água. Fiz uma cara feia assim que engoli pois odiava tomar comprimidos, o que fez provocar um sorriso genuíno por parte dele. Esse sorriso acalmou-me de uma forma inacreditável. Era perfeito o que aquele sorriso me fazia sentir – desculpa! – disse depois de me ter colocado novamente na posição que me encontrava. Fiquei a olhar para ele sem saber o que dizer. O Harry tinha-me agarrado na mão e estava a fazer ligeiras festas com o polegar nas costas da minha mão.  

Vera – Porque é que estás a pedir desculpas?

Harry – Porque é culpa minha estares doente. Se eu não te tivesse pedido para ires para debaixo da chuva nada disto estava a acontecer…

Vera – Não tens culpa nenhuma. Eu fui porque quis, não me obrigaste nem nada do que se pareça – a imagem do beijo voltou á minha mente – preferias que eu não tivesse estado á chuva? – desejei com todas as minhas forças que ele dissesse que não

Harry – Não! Não me arrependo porque foi um dos melhores momentos da minha vida…e tu? Arrependeste-te?

Vera – Por muito que me doa agora a cabeça, porque muito que odeie ter assim o nariz neste estado, não voltava atrás, nunca! – tirei a minha mão da dele – infelizmente a outras coisas que quero esquecer e que não me importava nada de mudar.

Harry – Precisamos de falar sobre o que contaste de seres comprometida…

Vera – A sério? Tens a certeza que queres falar sobre isso…se quiseres podes continuar em silêncio…

Harry – Deixas-me explicar por favor?

Vera – Estou a tapar-te a boca? Não me parece… - ele levantou-se da cama de repente, o que me provocou um susto e começou a passarinhar para a frente e para trás á frente da cama – podes parar, isso irrita!

Harry – Desculpa mas eu não sei como lidar com a situação! – a voz dele demonstrava o desespero em que se encontrava – tento arranjar maneiras de pensar numa solução para o problema mas não consigo! Não sei o que fazer nem sei o que pensar…

Vera – Não estou a perceber…

Harry – Eu não quero que fiques contra o teu pai, não me sentiria bem comigo mesmo se o fizesse! Mas por outro lado não consigo deixar de querer estar contigo, já não consigo estar longe de ti e o simples facto de pensar que podes-te ir embora e ficar com o outro parte-me o coração! E penso novamente no teu pai e na tua família e em como posso estar a destruir algo tão importante como o nosso lar. E não te quero perder mas também não quero que percas uma família…

Ouvi atentamente todas as palavras que ele tinha proferido. Por momentos fiquei estática, não sabia se estava a sonhar ou a ter alucinações. Quando finalmente interiorizei tudo o que tinha dito as lágrimas começaram a escorrer lentamente pela minha face. Levantei-me da cama num impulso que quase me fazia cair dado o meu estado de saúde mais frágil e abracei-o. Não precisava de mais palavras, precisava apenas que ele me abraçasse e foi isso que fez. Os seus braços estavam em redor do meu corpo produzindo uma forte pressão, que não magoava mas sim aliviava, contra o corpo dele. Nunca me tinha sentido tão protegida na minha vida. As lágrimas continuavam a escorrer pela minha cara e a molhar parte da t-shirt do Harry. O abraço foi interrompido quando comecei a espirrar. Olhei para o chão e estava descalça em cima do chão frio, uma combinação nada favorável para alguém que está doente. O Harry apercebeu-se de imediato levantando-me do chão e pondo-me dentro da cama novamente. Cobriu-me com os lençóis e com uma manta que as meninas tinham ido buscar e sentou-se ao meu lado. Aproveitei a oportunidade para deixar a minha almofada e coloquei a cabeça em cima das pernas dele.

Vera – Gostas de mim? – por estar doente estava com medo de estar a interpretar tudo mal por isso necessitava mesmo que ele o dissesse para ter a certeza. Ele colocou uma das mãos por debaixo dos lençóis á procura das minhas e assim que encontrou uma entrelaçou-a na dele.

Harry – Gosto de ti como nunca gostei de ninguém! Nunca te esqueças disso… - fiquei enternecida a olhar para as nossas mãos, aquilo parecia um autentico sonho.

Vera – Ainda nem acredito nisto! Parece um sonho…

Harry – Acredita que é bem real…estamos os dois aqui mesmo!

Vera – Harry…

Harry – Diz

Vera – Em relação ao meu pai e á minha família, tu não vais estragar relação nenhuma pois nunca houve relação alguma. A única pessoa a quem eu podia chamar família era ao mordomo do meu pai que estava encarregue de mim, o Sr. João, esse sim é que eu podia chamar de pai….

Lembrava-me nitidamente e com grande alegria sempre que ele me levava a passear pela serra ou pela praia. Quando ele passava imenso tempo a ajudar-me a montar os puzzles que recebia pelo Natal ou pelos anos. Quando me levava a dar passeios de cavalo ou a ver corridas de fórmula 1. Quando vinha todas as noites ao meu quarto desejar as boas noites enquanto o meu pai muitas das vezes não dormia em casa e quando o fazia nem um beijo me dava. Quando tinha pesadelos era o Sr João, que lhe chamava carinhosamente de avô, que me vinha acalmar. Não critico o meu pai porque não o consigo fazer e muito menos odia-lo pois sei que bem lá no fundo nutre por mim o sentimento de pai. Mas demonstra-o á sua maneira, que nunca irei perceber, mas sei que o faz.

Vera - …por isso não estragas nada. Tenho medo é da reação dele quando lhe contar, de certeza que vai começar logo com os seus sermões e vai-me mandar recambiada para Portugal.

Harry – Não vou deixar que o teu pai te mande para Portugal dessa maneira. Eu falo com ele e explico-lhe que gosto de ti e que não pretendo apoderar-me da tua fortuna.

Vera – Achas que é assim tão simples? Não conheces o meu pai! Ele nem te vai dar oportunidade de falares….

Harry – Pois, o problema e que ele também não me conhece, não desisto assim com tanta facilidade ainda por cima por ti. Nem que percorra todo o mundo e que grite aos sete ventos que gosto de ti.

Vera – Ai meu Deus! Ajudai-me! Porque é que tive de me apaixonar por ti?

Harry – Porque sou irresistível!

Vera – Ahah! Já não te deves ver ao espelho a algum tempo só pode!

Harry – O quê? O meu corpo esbanja para o ar beleza e talento…

Vera – E convencido também…

Harry – Ai que a minha menina já está a ficar boa, só diz disparates!

Vera – Como eu queria tanto! Por falar nisso, desanda da minha cama, sai! – ordenei enquanto tirava a minha cabeça das pernas dele – não me ouviste?

Harry – Eu não acredito que a minha namorada me está a expulsar da cama dela… - comecei a corar ligeiramente, ou melhor, muito, quando ele me chamou namorada – estás a ficar vermelha, deve ser da febre! – o ar dele já era de preocupação mas eu comecei a rir

Vera – Não é da febre Harry – ele olhou para mim confuso e nada convencido com o que tinha dito – foi por tu me teres dito namorada! É isso que somos? Não me lembro de me terem feito essa pergunta…

Harry – Shii! Como é que me fui esquecer desse pormenor…

Vera – Ninguém se esquece desse pormenor Harry Styles, só tu mesmo!

Harry – Espera! – ele levantou-se da cama, aprumou-se, ou melhor, ajeitou a t-shirt – tem que ser um momento solene para recordares para todo o sempre!

Vera – Acredita que já não me vou esquecer do facto de te teres esquecido…mas pronto!

Harry – Ai! Deixa-me terminar… - estava a fazer um esforço enorme para não me rir da figura engraçadíssima que estava a fazer – Vera, prometo aqui e agora, que lutarei por ti contra tudo e todos. Queres ser minha namorada? – não lhe respondi lopgo para o deixar na expectativa – isto até me saiu bem não achas? – já não aguentava mais travar o riso

Vera – Só tu Harry! Só tu para me fazeres rir numa pergunta dessas….

Harry – Fiz-te rir, é um bom sinal não achas? Mas ainda não me respondeste…. – fiz cara séria

Vera – É que eu estou indecisa… - respondi, a expressão facial dele mudou completamente

Harry – Entre quê? – disse a medo

Vera – Entre aceitar e aceitar! O que é que achas que deva escolher? – ele sorriu

Harry – Não sei, eu cá escolhia o primeiro, embora o segundo também seja tentador…

Vera – Ahah! Eu aceito, Harry. Aceito ser tua namorada… - um enorme sorriso formou-se na cara dele e na minha também. Quando se estava a aproximar de mim para me beijar travei-o – Afasta-te!

Harry – Então? Não posso beijar a minha própria namorada agora?

Vera – Não porque ela agora está doentinha e não quer contagiar o seu namorado fofo!

Harry – O namorado não se importa de ficar doente…é por uma boa causa!

Vera – Mesmo assim! Não podes ficar doente com os concertos tão perto…está fora de questão!

Harry – Quer dizer que vamos estar em abstinência?

Vera – Pelo menos até eu ficar melhor!

Harry – Então fica rapidamente porque não sei se vou resistir por muito tempo!

Vera – Vou fazer os possíveis para ficar boa rapidamente! – ele sentou-se no chão ao lado da cama, como era de solteira a cama era bastante baixa, e começou a fazer-me festinhas pelo cabelo e na cara – isso é para quê?

Harry – Normalmente as pessoas curam-se mais rapidamente com miminhos, e é isso que estou a fazer!

Vera – Adoro-te Harry!

Harry – Eu também te adoro muito Vera!



Desde já queria pedir desculpa pela demora mas não foi possível postar mais cedo. Ando cheia de trabalhos e testes, infelizmente!
Espero que tenham gostado. Também queria agradecer os comentários, têm sido fantásticos e uma excelente motivação. Espero não vos desiludir..

Obrigada,
Liis

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Informação

Boa tarde

Queria informar que hoje, em principio, não vou conseguir postar o novo capitulo porque só cheguei agora a casa e vou começar agora a escreve-lo. Vou tentar fazer os possíveis para o postar hoje mas vai ser complicado. Mas amanhã posto de certeza! =)

beijinhos!

Liis

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Capitulo 23



(Vera)

Por vezes, quando dizemos em voz alta os nossos problemas ou quando contamos a alguém, esses mesmos problemas parecem ainda mais graves. Era como me estava a sentir. Nunca tinha tido sentido a necessidade de expor para fora das minhas quatro paredes algo que me afligia há anos. Somente as meninas sabiam. Sempre evitei os rapazes ou pelo menos tentava que nada fosse demasiado sério para passar á parte da “apresentação aos pais”. Mas naquele momento, com o Harry, tudo era diferente. A expressão do Harry era desoladora para o meu pobre coração. As mãos dele que estavam a prender as minhas desprenderam-se. Era como se a felicidade estivesse a escapar-me por entre os dedos sem conseguir fazer nada.

Harry – Estás noiva? Como assim? – conseguia notar no tom de voz dele a desilusão que lhe tinha causado. Ele saiu da minha frente e foi-se sentar num banco. Já não sabia o que fazer, as palavras para lhe explicar a minha história tinham sumido. Fui buscar o urso de peluche e sentei-me ao lado dele. Ficamos vários minutos sem falar, o silêncio era constrangedor. O Harry não tinha olhado uma única vez para mim desde que me sentei e eu não deixei de olhar para ele – Queres explicar? – quando ouvi a voz dele foi como se me tivessem injetado uma dose de adrenalina elevada. Respirei fundo e ganhei coragem para falar.

Vera – Deixa-me falar até ao fim e depois diz o que tens a dizer está bem? – ele apenas abanou com a cabeça afirmativamente – Bem, o meu nome é Vera Machado de Lima e sou a herdeira de uma das maiores fortunas de Portugal. O meu pai é dono de uma cadeia de supermercados que sucursais tanto na Europa como na América e agora na Asia. Esta empresa foi construída com o esforço e dedicação do meu avô paterno que depois passou tudo para o meu pai. Como a minha mãe não conseguiu voltar a engravidar o meu pai quis ter a certeza que toda a sua fortuna ficaria bem entregue a mim. O meu pai começou-me a preparar psicologicamente para um dia assumir um cargo importante na empresa. Começou, a partir dos catorze anos, a haver bastante pressão por parte deles para ter sempre boas notas e para ser sempre a filha perfeita. Tinha sempre o tempo todo ocupado e o meu pai fazia questão de me levar com ele para eventos importantes mostrando-me ao mundo como a “herdeira”. Por muito que o meu pai tentasse transmitir que tinha confiança em mim e nas minhas capacidades, eu não era o rapaz que ele sempre sonhara ter – agarrei-me ainda mais ao urso para tentar não deixar cair as lágrimas que se começavam a formar nos meus olhos - O tempo que passava com as minhas amigas era controlado por um empregado meu para garantir que não me metia em confusões ou que não estava em más companhias. Só a partir dos dezasseis anos é que ele me deixou sair sozinha sem levar seguranças comigo. Tudo isto de não ter privacidade ou liberdade podia ser ótimo, se um dia o meu pai não tivesse chegado a casa e me tivesse dado a notícia que já tinha arranjado um “marido” para mim. Ele queria, ou melhor, quer ter a certeza que eu não arranjo um qualquer e que lhe estrague o trabalho de uma vida. Mostrei-lhes o meu descontentamento por me estarem a impor um homem na minha vida que não conhecia e que não queria mas não há maneira de ceder. O meu pai fez questão de o levar a nossa casa e, infelizmente, o rapaz até gostou de mim e achou-me piada! Ele chama-se Miguel Gouveia e também vem de uma família rica. Segundo o meu pai, é bom para a nossa família haver uma união entre as duas. Desde que soube da notícia nunca tive coragem de lhes fazer frente porque ainda não tinha encontrado alguém por quem lutar, por quem valesse a pena. Ainda não tinha encontrado o rapaz que me fizesse dizer ao meu pai “este é a pessoa que quero passar o resto da minha, não me interessa que me deserde ou que fique desiludido comigo, apenas quero ser feliz!”. 

Quando acabei de falar senti um enorme alivio a sair do meu corpo, as lágrimas acabaram mesmo por cair no final. Enfiei a minha cabeça no peluche para o Harry não me ver a chorar. Esperava por uma reação dele mas nenhuma palavra saía da boca dele. Compreendia o lado dele por muito que doesse. Sabia de antemão que o meu pai nunca aceitaria tal relação, aliás, seria uma afronta para ele.

Vera – Se calhar devias dizer alguma coisa…sei lá…

Aquela espera estava a deixar-me demasiado nervosa e o facto de ele continuar em silêncio fazia-me acreditar que tudo aquilo era um erro. Que não passava apenas de uma paixão de verão. Olhei para o Harry e estava inclinado sobre si mesmo, com os cotovelos em cima das pernas e com a cabeça baixa. Sabia que não era bom sinal.

Sem mais nem menos, comecei a ouvir raparigas a gritarem o nome dele. Olhei para ambos os lados e só via raparigas a correrem na minha direção. Não tive tempo para nenhuma reação. Em poucos minutos já estava de pé e bem longe do banco aonde me encontrava. As raparigas tinham, literalmente, cercado o Harry. Conseguia ouvir simplesmente gritos estridentes e muitos flashes das máquinas. Depois de tudo o que lhe tinha contado apenas precisava que ele me tivesse dito alguma coisa. Qualquer coisa servia, menos o silêncio. Esse mesmo silêncio estava a corromper-me por dentro.

Decidi sair dali para fora pois já não estava a fazer nada. Não tinha visto qualquer tentativa por parte dele para me ver, se estava bem ou mal. Peguei nas minhas coisas e fui-me embora. Já não aguentava mais. Olhei para o céu e vi o arco-íris. Estava esplendoroso como sempre. Quando somos pequenos dizem-nos que no fim do arco-íris encontramos a felicidade por isso, mesmo sabendo que se tratava de uma lenda, segui o arco-íris pelas ruas da cidade. Afinal, o meu coração sentia-se perdido no espaço.

As pessoas iam contra mim, ou melhor, eu ia contra as pessoas e depois tinha que as ouvir resmungarem contra mim. O meu telemóvel já estava farto de vibrar no bolso das minhas calças. Já devia ter cerca de sete ou oito chamadas não atendidas. Peguei nele e atirei-o para dentro da mala. Já estava farta daquele vibrar. Até que cheguei a um jardim, muito bonito por sinal. Sentei-me num banco mas não tive muito tempo pois entretanto começou novamente a chover. Corri até a um café para me abrigar da tempestade. Sim, agora estava a chover mesmo a sério. Como não fazia ideia de onde me encontrava decidi telefonar há Matilde para me virem buscar. Além disso já me começava a sentir um bocado esquisita. Peguei novamente no telemóvel e nem vi as chamadas, liguei imediatamente para ela.

Matie – Vera? – vi na voz dela que estava surpreendida por me ouvir

Vera – Olá amor! Olha preciso que me venhas buscar, pode ser? – perguntei com a voz mais serena possível

Matie – Mas não estás com o Harry? – ouvir o nome dele fez-me sentir ainda mais mal. Estava tão confusa que não sabia se era raiva, tristeza, angustia. Era tanta coisa ao mesmo tempo.

Vera – Não… - respondi secamente

Matie – Não? Como não? Saiste com ele…

Vera – Olha, importaste de parares com perguntas e vires-me buscar ou não? – de um momento para o outro perdi a paciência e explodi.

Matie – A conversa correu mal?

Vera – Epah Matilde, estou sem paciência para essa conversa! Vens-me buscar ou preciso de ir de taxi?

Matie – Vou claro! Aonde é que estás?

Vera – Espera…vou perguntar a um empregado! – perguntei ao empregado e ele respondeu. Dei as indicações à Matilde e ela disse que dentro de vinte minutos estava lá com o Liam. Sentei-me numa cadeira e estava a sentir-me cada vez pior. Pus a mão na testa e estava quente. Mais quente do que devia. Passados alguns minutos olhei para a entrada e nem queria acreditar.

***

(Zayn)

Depois daquele incidente com o fotógrafo fiquei bastante preocupado com o que poderia sair nos jornais do dia seguinte. Estava tão preocupado que nem reparei que o comer já tinha vindo e eu ainda não lhe tinha mexido.

Filipa – Se não está do teu agrado manda vir outro! – olhei para ela e já tinha praticamente tudo comido

Zayn – Não! Está ótimo! – comecei a comer mas ela não ficou nada convencida

Filipa – Claro Zayn! Eu estou a dormir? – comecei a rir – bem me parecia! Estavas a pensar em quê? – disse enquanto acabava de comer

Zayn – Estava a pensar no que se passou á pouco com o fotógrafo. Tens a certeza que não te importas? É que isto da imprensa pode ser bastante mau…eu não quero que te sintas mal com isso!

Filipa – Eu não me sinto mal, Zayn. Só devo ficar mais preocupada se isto chegar ás revistas cor-de-rosa de Portugal. Se ninguém descobrir que sou portuguesa é provável que não chegue a Portugal e aos meus pais…

Zayn – Eles não iam achar muita piada ao verem-me contigo pois não?

Filipa – Como podes imaginar, antes de vir para aqui tive que ouvir as mil e uma regras que tenho que cumprir aqui. São pais, o que se há-de fazer… E num espaço de dias já quebrei umas quantas…

Zayn – Suponho que ao teres dormido na nossa casa tenhas quebrado uma dessas regras…

Filipa – Se os meus pais sonham sequer que isso aconteceu, meu Deus! Sou recambiada na hora para Portugal e nunca mais ponha cá os pés!

Zayn – Não é exagero? Afinal não dormiste com nenhum rapaz…

Filipa – É um bocado exagerado mas eu compreendo-os. Os meus pais tiveram-me com dezasseis anos e sempre me alertaram para o perigo das relações. Por isso eles ficam sempre bastante preocupados quando saio com rapazes e essas coisas…basicamente não querem que isso aconteça comigo!

Zayn – Engravidares com dezasseis anos já vai ser um bocado complicado…

Filipa – Que engraçadinho! Deves pensar que tens muita piada…lá por seres membro de uma banda híper famosa não quer dizer que tenhas muito estilo…deves ter sido um erro de casting com certeza!

Zayn – Repete lá o que disseste… Eu? Erro de casting? Só podes estar a gozar…

Filipa – E não foste?

Zayn – Estás a provocar!

Filipa – Só estou a dizer a verdade…

Zayn – Não sei se já reparaste mas tenho imensas fãs, viste há pouco, elas adoram-me!

Filipa – É da idade…são muito novinhas! Não sabem o que é um homem a sério! – ao meu lado tinha um copo com água, não sei o que me deu para lhe atirar água para cima mas aconteceu – Zayn Malik! – quando ela gritou o meu nome toda a gente ficou a olhar para nós. Antes que aparecesse mais raparigas pus o dinheiro em cima da mesa para pagar o almoço e saímos os dois a correr do restaurante.

Zayn – Era preciso gritares o meu nome?

Filipa – Epah, desculpa. Esqueci-me que eras uma estrela e agora como estrela que és vais-me pagar uma camisola nova!

Zayn – É só água…

Filipa – Mesmo assim! E a minha reputação? Não posso andar com uma camisola encharcada!

Zayn – Está bem. Mas só se prometeres que não andas a gritar o meu nome aos sete ventos quando formos ao shopping…

Filipa – Prometo! – tirei o meu casaco e dei-lhe

Zayn – Veste o meu casaco…podes começar a ter frio!

Filipa – Obrigada… - o sorriso dela era encantador e já me começava a dar voltas a mais á minha cabeça

(Filipa)

Quando vesti o casaco dele cheirei de imediato o perfume dele, um arrepio percorreu todo o meu corpo. Elevei a mão para compor o cabelo e era como se o cheiro dele já esteve entranhado no meu corpo. Era uma sensação tão estranha mas ao mesmo tempo tão boa. Mesmo que o Zayn tivesse sido um querido ao emprestar-me o casaco não podia deixar aquele momento da camisola passar em branco mas decidi só aplicar o meu plano no fim de sairmos do centro comercial. Quando estávamos a chegar começa a chover por isso entramos mesmo na altura ideal.

Filipa – Tens a certeza que queres entrar? Eu sou um bocado chata nas compras – constatei

Zayn – Não faz mal…eu aguento! – Depois de termos entrado em praticamente todas as lojas e ninguém ter reparado no Zayn, finalmente encontrei algo que gostasse – depois de uma maratona finalmente!

Filipa – Despachava-me mais rapidamente se tu não tivesses sempre a olhar para o espelho ó vaidoso!

Zayn – Não olhei nada para o espelho!

Filipa – Que ideia Zayn…olhei eu – ironizei – vou ver se esta me fica bem… - entrei na cabine e experimentei-a – Zayn? – chamei-o mas ele não me ouviu – Ei! – ele finalmente ouviu – Podes chegar aqui? – ele veio ter comigo – então o que achas?

Zayn – Fica-te muito bem!

Filipa – Estás a gozar comigo…

Zayn – E tu com a mania que estou a gozar contigo! Estou a falar a sério!

Filipa – Jura?

Zayn – Tu és mesmo chata! Juro que te fica bem!

Filipa – Obrigada pela ajuda!

Acabei por levar aquela e quando saímos da loja decidimos irmos embora porque o tempo estava a ficar cada vez pior. Assim que estávamos a chegar perto da saída vinha um grupo de raparigas a entrar por isso gritei pelo nome do Zayn. Não muito alto, mas o suficiente para elas ouvirem. As raparigas correram logo para pedirem autógrafos e quando ele olhou para mim quase que me matava. Ri-me daquela situação um bom tempo e quando o Zayn terminou com os autógrafos veio ter comigo que o esperava na saída.

Zayn – E ainda te ris?

Filipa – Foi tão giro! Ahah!

Zayn – Não percebo aonde é que está a piada…

Filipa – Está na tua cara! É tão fofinha quando estás chateado… - quando medi bem as palavras que tinha dito, o bombeamento de sangue ficou mais acelerado e depressa senti o calor na minha cara.

Zayn – Com quem tão sou fofinho…

Filipa – Não era bem isso que queria dizer… - estava mesmo a ficar envergonhada e nem sabia o dizer

Zayn – Tu também ficas muito fofinha quando ficas envergonhada! – com aquela afirmação ainda fiquei bem pior. Devia estar pior que um tomate – ficas mesmo linda!

Filipa – Ok Zayn! Aquelas raparigas devem ter-te feito algum mal…estás a ver coisas só pode!

Zayn – Juro que não!

Filipa – Acho melhor irmos! – Quando começou a chover com maior intensidade tivemos que nos abrigar num café. Ao entrarmos deparo-me com a Vera completamente encharcada. – Vera!

Vera – Filipa…Zayn! Por aqui?

Filipa – Eu é que pergunto isso…o que estás aqui a fazer sozinha?

Zayn – O Harry?

Vera – Não quero falar nele!

Filipa – Contaste-lhe? – olhei para os olhos dela e as coisas não tinham corrido bem – eu mato-o!

Zayn – Contar o quê? Matar o Harry? Mas que raio se passa?

Filipa – Eu depois explico! – abracei-a e tentei acalma-la – isto vai passar…vai tudo correr bem!

Vera – Como é que sabes?

Filipa – Porque senão eu não me chamo Filipa Pinto ouviste? Prometo-te que vai tudo correr bem amor!

Vera – Obrigada querida! – toquei-lhe na testa e ela estava cheia de febre

Filipa – Estás a arder em febre amor! Temos que ir ao hospital!

Vera – Não! Eu quero ir para casa…a Matilde já vem!

Zayn – Não é melhor ir ao hospital? – ouvi o Zayn a perguntar-me

Filipa – Se a febre não baixar nós levamos para o hospital… - passado alguns minutos aparece a Matilde com o Liam para nos levar para casa, finalmente!


(Harry)

Ouvia atentamente todas as palavras que a Vera dizia. Á medida que ela ia contando a sua história mais parecia ter saltado de um filme de terror. Quando ela acabou de falar nem sabia o que dizer, tudo me parecia demasiado surreal. Não sabia o que pensar ou fazer. Afinal de contas ela estava noiva! Não me queria pôr no meio da relação dela com a família, não estava no meu direito estragar isso. Mas ao mesmo tempo não achava correto o que lhe estavam a fazer, afinal, gostava dela e pelos vistos, ela também gostava de mim. Quando estava para lhe responder aparecerem raparigas do nada a pedirem-me autógrafos. Tentei sorrir para elas e mostrar uma boa cara mas estava complicado. Inconscientemente o meu olhar apenas procurava o dela mas não o encontrava. Quando finalmente as raparigas se foram embora, ela já não estava lá. Era como se me tivessem dado um murro no estomago. Telefonei-lhe várias vezes mas ela não atendia. Corri até á saída para ver se a encontrava mas não havia sinais dela. Perguntei ao segurança se a tinha visto sair

Harry – Desculpe, mas viu esta rapariga sair daqui? Ela levava um enorme urso de peluche… - ao mesmo tempo que lhe mostrava uma foto dela que tinha no telemóvel

Segurança – Sim, vi-a sair. Deve ter sido a uns quinze minutos!

Harry – Obrigada!

Fui até ao carro e percorri as ruas para ver se a encontrava mas sem efeito. Sentia um enorme aperto no coração, tinha medo que lhe pudesse ter acontecido alguma coisa. Quando estava a ficar sem opções o meu telemóvel começa a tocar.

Harry – Vera? – perguntei de imediato sem ver quem era

Matie – É a Matilde, Harry. Deves estar à procura da Vera, ela está connosco em casa. – quando ouvi que ela estava em casa, um enorme peso saiu de cima de mim e tudo melhorou

Harry – Ela está bem?

Matie – Quando chegares logo vês! Despacha-te! – pelo tom de voz dela percebi que alguma coisa não estava bem. Coloquei o pé no acelerador e cheguei o mais rapidamente possível a casa. Assim que entrei comecei logo a disparar perguntas

Harry – A Vera? – estavam os rapazes todos na sala com a Carla e a Filipa

Carla – Está no quarto dela!

Subi até lá acima e quando estava prestes a abrir a porta saiu a Joana de dentro do quarto e não me deixou entrar.

Joana – Vamos falar os dois!

Harry – O que é que tem a Vera?

Joana – Já disse para irmos falar!

Harry – Como é que está a Vera?

Joana – Vamos falar!

Harry – QUERO SABER O QUE TEM A VERA!

Joana – E eu quero que te cales imediatamente senão sais desta casa num abrir e fechar olhos! – ela não estava com brincadeiras, estava mesmo séria. Segui-a até ao quarto. – Bem, eu vou ter esta conversa contigo porque se fosse alguma delas acho que te davam forte e feio na cabeça.

Harry – Porquê?

Joana – Gostas da Vera mais do que dois meses de verão? Ou são só as tuas hormonas masculinas aos saltinhos á procura de algum divertimento?

Harry – O quê?

Joana – É uma resposta fácil, sim ou não?

Harry – Não estou a perceber!

Joana – Eu não te recrimino se só quiseres estar com ela agora, é normal…és uma estrela em ascensão e deves ter outras prioridades que não ela. Mas uma coisa que não admito é que lhe mintas e que lhe ponhas sonhos na cabeça que depois não se concretizem!

Harry – Mas que sonhos? Não estou a perceber nada! – a Joana ia falar mas não deixei – agora sou eu! Já sei que ela está noiva e sinceramente, não sei como lidar com a situação! Eu não quero ser o elemento que vai estragar uma relação entre pai e filha, não posso fazer isso!

Joana – Não vais estragar essa relação pois já não existe! No dia em que o pai dela deu essa noticia esplêndida deixou de haver qualquer tipo de relação.

Harry – Mesmo assim! Não sei como lidar com a situação…a única coisa que sei é que gosto dela e não é por tempo limitado! Eu quero que resulte!

Joana – Mas então porque é não lhe disseste?

Harry – Porque ela desapareceu depois de umas fãs terem aparecido…eu ia-lhe dizer!

Joana – É que ela pensa que tu não queres nada com ela!

Harry – Como é que ela pode pensar uma coisa dessas?

Joana – Ficaste o tempo todo em silencio! Como é que achas que ela se estava a sentir? Bem é que não era…

Harry – Mas então já posso ir falar com ela?

Joana – Deixa-me ir acalmar a fera da Matilde e depois já entras!




 Espero que tenham gostado!
Peço desculpa por algum erro ortográfico ou uma frase mais esquisita mas não tive tempo de reler o capitulo porque vou sair e já estou mega atrasada =P
Obrigada pelos comentários, são sempre um grande incentivo para mim!

Beijinhos
Liis